Cerca de 2 mil pessoas passaram pelo 22º Encontro de Companhias de Reis nos últimos sábado e domingo, no centro comunitário da Vila São Sebastião. Neste ano, homenagens foram prestadas à companhia francana Irmãos Costa, que completa 60 anos de atividade.
Pela primeira vez, em 2014, o evento contou com apoio da Secretaria de Cultura do Governo de São Paulo, que, por meio do Proac (Programa de Ação Cultural), investiu R$ 14 mil na realização da festa. “Esse apoio é importante porque ajuda a fomentar um trabalho de fortalecimento da Cultura”, disse a socióloga e gestora cultural Fernanda de Freitas Dias. “É um trabalho que tem que ser feito agora, enquanto o movimento é vivo e forte; depois, para se falar em ‘resgate da cultura’, pode ser tarde demais.”
Das 30 companhias que confirmaram presença no evento, 17 apareceram. As atividades tiveram início na noite de sábado, com procissão e reza de terço. Já na manhã de domingo, as companhias - que vieram de cidades como Passos, Pontal, Cajuru e Batatais - passaram a se apresentar. “Foi uma festa maravilhosa”, disse um dos organizadores e integrantes da Cia. Irmãos Costa, Márcio Costa. “Me emocionei muito na abertura e, no domingo, ao ver aquela multidão em fila, esperando o almoço. É sempre a realização de um sonho ver que tudo está acontecendo.”
Cerca de 90 pessoas se credenciaram como voluntários para a realização da festa e todas as atividades do 22º Encontro de Companhias de Reis foram gratuitas, inclusive a alimentação.
O evento
A tenda que cobria o palco e o público foi coberta por fitas coloridas. Em cadeiras de ferro ou mesmo de pé, as pessoas iam se acomodando para prestigiar a apresentação das companhias. Ao lado, na praça, crianças aproveitavam para brincar e comer guloseimas típicas de festas populares, como algodão doce, balas e pirulitos.
Era possível observar várias gerações de famílias: de avós a netos ainda de colo. “Eu sempre venho com a minha família para louvar o menino Deus e ouvir a cantoria”, contou a sapateira Maria José Santos. Já para o aposentado Mauro Marques, aproveitar a festa significa também reviver o passado. “Eu vim da ‘roça’ e lá sempre tinha Folia de Reis. Vir aqui é uma coisa maravilhosa para mim, porque eu me lembro dos tempos de menino.”.
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