Franca perde aos 94 anos de idade Marina Sandoval, pianista e compositora


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Marina Sandoval foi sepultada no Cemitério da Saudade dia 16 de fevereiro, 16 horas
Marina Sandoval foi sepultada no Cemitério da Saudade dia 16 de fevereiro, 16 horas
No domingo, 16 de fevereiro, morreu Marina Sandoval, de tradicional família francana. Tinha 94 anos e estava internada no Hospital Regional. O óbito ocorreu por falência múltipla de órgãos. Era filha do casal Jerônimo Barbosa Sandoval (patrono de reconhecida escola francana) e Adriana Nicácio Sandoval. Era irmã de Floro, casado com Inah; Omerina, casada com Celso de Paula Silveira; Olga, casada com Joaquim Meirelles; Homero, casado com Linda; Maria Augusta, casada com Nelson Deocleciano Ribeiro (pais do ex-prefeito de Franca, Maurício Sandoval Ribeiro); Célia, casada com André Lamardo; Silvio, casado com Rosália; Henrique, casado com Beatriz; Ligia; Marcos, casado com Isaura; e Elza, a única dos irmãos ainda viva, residente em São Paulo, 102 anos já completados. Teve 32 sobrinhos. Morava, sob curadoria do ex-prefeito Maurício, no Residencial Vitativa, em Franca.
 
Muito jovem, foi residir em São Paulo, e lá teve as oportunidades que buscava para alcançar forte formação musical em conservatórios respeitados, tornando-se mestre e docente em piano e violão. Lecionou, por cerca de 8 anos, para várias famílias paulistanas. Sua primeira composição, Festiva Mazurca, foi escolhida pela direção do conservatório, dentre excelentes composições de seus companheiros de turma, para ser apresentada publicamente, no ato de formatura ocorrida no Teatro ‘Leopoldo Froes’, da capital. Marina atuou também integrando corais em São Paulo e em Franca. Aqui, participou de coral formado por grupo da terceira idade, regida pela maestrina Silvia Prior, deixando bons exemplos, especialmente pela divulgação que se pôs a fazer da música e do canto como atividade lúdica e importante para a vida dos idosos.
 
Também em seu tempo de capital paulista, Marina atuou como corretora de imóveis, e nesta atividade que exercitou, segundo a família, com o mesmo sucesso alcançado com a música, aposentou-se. Há 30 anos voltou a Franca. Aqui, ao início da década de 2000, preparou CD com suas principais composições, e deu-lhe o nome Serenidade. A apresentação do trabalho coube à jornalista, escritora e professora Lúcia Helena Maníglia Brigagão, que grafou: “a obra musical de Marina não poderia ser melhor descrita do que pelo título que a artista decidiu-se por dar ao CD: Serenidade, tal a singeleza das composições, as mensagens leves e puras, o lirismo de cada faixa’.
 
O velório aconteceu no São Vicente de Paulo, com a presença de familiares, amigos e gente que gostava dela, de sua musicalidade e fidalguia, pelo menos os que puderam ser avisados de sua morte, já que era um domingo. O corpo foi sepultado no Cemitério da Saudade.

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