‘Minha filha não fazia mal para ninguém’


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“Quero fazer um enterro digno para ela. Isso é o que eu peço. Minha filha não era indigente. Ela foi criada com muito carinho e tem família que gosta muito dela. Ela foi enterrada no mesmo dia. Ninguém procurou a família para ver.” Carmen Lúcia se emociona ao falar do sonho de trazer o corpo de Ozania Teles para Franca. “Estou muito sentida. É difícil para mim. Sinto muitas saudades dela.”
 
Desesperada, a mulher procurou a rádio Difusora e implorou por ajuda há uma semana. Só após o drama ser revelado e insistentes cobranças serem feitas, o município assumiu a responsabilidade de arcar com as despesas do traslado. A polícia mineira prometeu agilizar os trâmites e o corpo deve ser liberado em breve. “Estou muito ansiosa em poder trazê-la para perto de nós. Minha filha não fazia mal para ninguém, tinha amizade com todo mundo. Inclusive, as homenagens para ela foram muitas nos muros do bairro.”
 
A exemplo do ocorrido com Rufina Cátia, a mãe de Ozania conta que ela se perdeu e teve a vida brutalmente interrompida ainda jovem “por causa das más companhias”. “Ela era uma menina de dentro de casa, não saía. Foi só começar a se envolver com os colegas, que começou a mexer com drogas.” 
 
Muito emocionada e chorando a morte da filha, a mulher simples do Aeroporto III fez um apelo para que outras pessoas não passem pelo mesmo sofrimento. “Não mexam com drogas. Isso não leva a nada e destrói uma família.”

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