Repetição sem fim


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Bastou um temporal de apenas três horas para que a mesma situação se repetisse: enchentes, alagamentos e prejuízos. A maior chuva do ano causou transbordamento de córregos e deixou avenidas intransitáveis. Além disso, acidentes foram causados por causa do temporal. É evidente que a Prefeitura Municipal ainda não tem uma solução definitiva para este problema que desafia administrações ao longo de décadas.
 
Sem ventos fortes, mas com volume, as chuvas de segunda-feira elevaram o nível do córrego Cubatão, que corta a avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso. Em vários bairros, as galerias e bocas de lobo não suportaram a quantidade de água, resultando em ruas e avenidas alagadas. Também o córrego Espraiado transbordou causando a interdição das avenidas Doutor Chafic Facury, São Vicente e Miguel Sábio de Melo.
 
O que se deve ressaltar aqui é que não existe solução milagrosa. Porém, a falta de vontade política para resolver todos os estes problemas fica patente: Franca toda tem acompanhado com temor qualquer nova pancada de chuva, principalmente em razão do perigo provocado pelos córregos. A região do cruzamento das avenidas Ismael Alonso y Alonso e Major Nicácio continua esperando uma intervenção que impeça novos transbordamentos e alagamentos. O Fórum, que já foi invadido pelas águas, está se preparando sua mudança para novo prédio. Mas ali, além do trânsito que fica fortemente prejudicado com um temporal, temos a Uni-Facef e a Faculdade de Direito que já foram muito prejudicadas em outras ocasiões.
 
A necessidade da realização de um estudo amplo, nas áreas de maior risco, é primordial. São obras prioritárias que deveriam estar no topo das preocupações do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). Porém, vê-se que não há qualquer preocupação para resolver uma situação que se repete a cada chuva mais forte. O fato é que a falta de prioridades da Prefeitura (que investe mais de R$ 3,5 milhões em um prédio para armazenar a merenda escolar e ainda insiste na construção de um viaduto na avenida Champagnat) está deixando a crescer um problema que deveria receber uma solução definitiva.
 
Franca não pode mais tratar com medidas paliativas uma questão bastante séria, para o qual urgem providências. A Secretaria de Obras deveria buscar soluções que a ocupação urbana criou. A impermeabilização do solo com a pavimentação causa um impacto que se repete em diversos municípios do Brasil. Será que somente em caso de uma tragédia, como as registradas recentemente no município de Itaoca, no Vale do Paraíba, ou então em diversas cidades de Minas Gerais, que recentemente deixaram dezenas de mortos, é que a Prefeitura vai resolver agir? Porque o dinheiro gasto agora na solução poderá evitar consequências futuras funestas. Espera-se que a administração municipal não tente consertar a cerca apenas depois que ela estiver arrombada. O problema é grave: o prefeito precisa deixar de lado as redes sociais e suas frases de autoajuda e colocar a mão na massa.
 
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