A Prefeitura de Franca contratou a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para realizar estudo de apuração do custo operacional do transporte coletivo na cidade. A intenção é chegar ao valor ideal do preço da passagem de ônibus, hoje fixado em R$ 2,80. O levantamento será feito durante 90 dias e custará R$ 151 mil aos cofres públicos.
A contratação do estudo, confirmada ontem, foi anunciada pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) em novembro do ano passado, como uma resposta ao relatório dos trabalhos da CEI (Comissão Especial de Inquérito), montada pela Câmara para apurar irregularidades no acordo firmado entre a Prefeitura e a São José. O relator Nirley de Souza (DEM) acusou o prefeito de “omissão, favorecimento e crime contra a lei de licitações”.
Após as manifestações que ganharam as ruas de Franca, em junho do ano passado, Alexandre Ferreira montou uma comissão, formada por Prefeitura, líderes de partidos, integrantes do movimento Vem Pra Rua e a empresa São José, para estudar redução do preço da tarifa. Com a abertura da CEI pela Câmara, o prefeito extinguiu a comissão e congelou o preço da passagem. Por outro lado, o estudo feito pela empresa de Campinas contratada pela Câmara não chegou a conclusão alguma sobre o valor da passagem.
Agora, Alexandre entregará à Fipe, uma entidade de conhecida credibilidade, a missão de analisar a planilha de custos da empresa, as gratuidades e demais itens que compõem o preço da passagem.
O prefeito determinou sigilo sobre os estudos a seus assessores. Ele deve anunciar detalhes na próxima semana.
EXPOFIASCO: Se você está pensando em comprar uma bota invocada ou um sobretudo para desfilar na Expoagro, é melhor mudar de ideia. A festa popular mais aguardada pela população periga repetir o fiasco do ano passado. A menos de três meses para a próxima edição, não há nenhuma definição sobre o formato. Não há mais tempo hábil para abrir uma licitação para terceirizar a realização. Na melhor das hipóteses, o processo só seria concluído na segunda quinzena de abril. Pouco provável que algum empresário se disponha a investir R$ 500 mil e consiga fechar uma grade de shows de qualidade em cima da hora. A “capacidade” da Prefeitura promover a festa ficou evidente em 2013: ausência de público, atrações de gosto duvidoso e rombo de meio milhão de reais nos cofres públicos.
PLANEJAMENTO TUCANO: O deputado Roberto Engler (PSDB) reuniu assessores para traçar as estratégias da próxima campanha e analisar o cenário eleitoral. A equipe trabalha para obter votação significativa em 50 cidades, basicamente, concentradas na região Nordeste do Estado. Engler espera ao menos repetir a votação de 2010 — 95 mil votos — mas o sonho é atingir os três dígitos e romper a casa dos 100 mil.
TEMPORAL: Zezinho Cabeleireiro (PPS) é o mais novo descontente com o governo. Um abaixo-assinado, de sua autoria, circula na zona Leste com a finalidade de representar junto ao Ministério Público para que sejam tomadas medidas a respeito da falta de bocas de lobo para a captação de águas no Jardim Palestina, que tem provocado transtornos aos moradores. Além da Prefeitura, ele também acusa de omissão a Sabesp e o loteador.
ZONA DO REBAIXAMENTO: Adérmis Marini (PSDB) comprou uma camisa da Francana de um diretor por R$ 500, em 2013, para ajudar o time. Ela só foi entregue ontem após o vereador cobrar. Estava suja.
DOR DE BARRIGA: Claudinei da Rocha (PP) não vazou na braquiária na hora de votar projeto que gerava moderada polêmica na última sessão. Foi ao banheiro...
Edson Arantes
jornalista - edsonarantes@comerciodafranca.com.br
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