Médica se diz vítima de perseguição


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A médica Huang Wei Ling disse ontem que as acusações que resultaram em sua saída da Unimed não passam de “calúnias”. “É um absurdo o que fizeram comigo. Eles não têm prova de nada e estão me caluniando, tentando denegrir minha imagem. Não fiz nada de errado.”
 
Segundo a médica, ela não teria motivos para fraudar guias médicas. “O que acontece é que sou uma médica muito conhecida e muito querida pelos pacientes. Sempre fui bastante procurada, não iria me sujar por causa de consultas, não preciso disso.”
 
A respeito dos congressos internacionais e dos eventos, Wei disse que participou de diversos eventos durante sua carreira médica. “Estou sempre me atualizando, me especializando. Sou uma profissional com reconhecimento internacional. Isso incomoda muitas pessoas que, agora, querem me difamar. Mas não tenho medo. Tenho todos os documentos que comprovam a minha participação e vou apresentá-los à Justiça.”
 
A médica atribuiu sua expulsão a “interesses políticos” da diretoria. “Descobri muitas coisas que eles (os diretores) fazem de errado. Coisas sérias que ainda não posso revelar. Por isso, eles me queriam longe. Eu estava incomodando muita gente e eles inventaram isso tudo para me tirar de lá. Foi tudo puro interesse.”
 
Wei disse que agora deverá recorrer judicialmente de sua expulsão. “Vou entrar na Justiça. Não foi a maioria dos médicos que decidiu me expulsar, mas uma minoria manipulada pela diretoria. Isso não é justo.”
 
Ela também pretende processar a cooperativa por danos morais. “Eles não podem jogar meu nome na lama sem ter provas. Eu não fiz nada errado. Tenho a consciência tranquila e sei o valor do meu trabalho. Sou uma profissional séria e não iria arriscar minha reputação assim. Eles vão responder pelo que estão fazendo comigo.”

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