O juiz federal Marcelo Cesca, 33, causou polêmica ao postar uma foto no Facebook “agradecendo” ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por continuar recebendo um salário de R$ 22 mil mensais mesmo estando cerca de dois anos em trabalhar. “Eu agradeço ao Conselho Nacional de Justiça por estar há 2 anos e 3 meses recebendo salário integral sem trabalhar, por ter 106 dias de férias e mais 60 dias para tirar a partir de 23/03/14, e por comemorar e bebemorar tudo isso numa quinta-feira à tarde ao lada de minha amada gata de 19 anos! Longa vida ao CNJ e à Loman Lei Orgânica da Magistratura Nacional!”, postou Marcelo.
Em nota sobre o caso, o Tribunal Regional Federal da 1º Região (TRF-1), manifestou-se nesta terça-feira, 18, sobre a situação e afirmou que Cesca está “regularmente afastado de suas funções”.
"Tendo em vista notícias divulgadas na imprensa nos últimos dias, relativamente às declarações do juiz federal substituto Marcelo Cesca, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região esclarece que o referido magistrado encontra-se regularmente afastado de suas funções, no interesse de processo de verificação de invalidez para fins de aposentadoria, o qual, apesar de tramitar sob segredo de justiça, teve sua existência trazida a público pelo próprio magistrado", afirmou o TRF-1.
Ainda na nota, o TRF-1, explicou que “os fatos – que demandam a realização de perícias médicas – ensejaram o referido afastamento e recomendaram a manutenção da medida até a decisão definitiva do procedimento pela Corte Especial do Tribunal”. Marcelo está afastado desde 2011, após ter sofrido um suposto problema psiquiátrico.
“Não é falta de vontade de trabalhar. O problema é que o CNJ não julga meu caso”, explicou Cesta em entrevista, após afirmar que postou a imagem no Facebook como forma de “protesto”. Em nota enviada segunda-feira (17), o CNJ afirmou que “o afastamento do magistrado não decorreu de atuação deste Conselho, mas sim de decisão do Tribunal Regional Federal (TRF-1) em processo que avalia a sua higidez laboral'.
Na mesma nota do CNJ, o corregedor nacional de Justiça, Francisco Falcão informou que pediu ao TRF-1 “para que se manifeste com urgência, no prazo de 24 horas, sobre as conclusões do Procedimento Administrativo 8.132/2011, que trata do assunto, e indique a data de sua inclusão na pauta de julgamentos”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.