A Francana merece mais


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Quem estava entusiasmado com uma ‘nova fase’ da A.A. Francana, em razão da parceria firmada entre o clube e a Ecopag, foi surpreendido no final da tarde de segunda-feira com o anúncio, feito através de e-mail, anunciando o encerramento do contrato. Foi uma notícia inesperada e que, naturalmente, deixa a centenária agremiação francana novamente à deriva. Em plena disputa do Campeonato Paulista da Série A-3, em situação complicada no certame, a Veterana vê-se outra vez em contexto difícil e ninguém sabe para onde irá. Certamente está fadada a repetir os erros e os desastres das últimas temporadas, não passando de fraca coadjuvante nos campeonatos que disputou.
 
A parceria entre Francana e Ecopag era claramente inspirada no modelo de negócios do Hipercap, que funciona bem - e com decência - há anos. Na que vinha funcionando por aqui, torcedores que comprassem ingressos e fossem ao Lanchão concorreriam a prêmios. A etapa inicial compreenderia nove jogos em casa e se estenderia até 6 de março. Além de prêmios de R$ 1 mil, seriam sorteadas motos e carros. O time não começou bem. Montado às pressas, acumulou derrotas. A torcida fugiu do campo. E a Ecopag/Francana jogou para o alto os compromissos que firmara. Fez as contas, achou que não teria retorno e decidiu abortar o projeto.
 
É certo que os prêmios já sorteados foram entregues, mas não é normal que os signatários da parceria simplesmente decidam interrompê-la unilateralmente, frustrando as expectativas de quem acreditou no projeto e implodindo o que restava de positivo na imagem da Veterana. O simples fato do presidente esmeraldino Fahim Youssef Issa Neto alegar que não tinha conhecimento da decisão da empresa parceira (que também contribui com parte do patrocínio do clube) mostra há muito a esclarecer sobre a questão.
 
O que não se pode aceitar com facilidade é a justificativa da direção da Ecopag para o fim do acordo. Desde o início sempre se falou que o sorteio de prêmios seria a ‘cereja do bolo’ de um plano elaborado para voltar a atrair o torcedor. Como o time sofreu revezes nos primeiros jogos, a torcida desanimou. Nos últimos anos a agremiação viu se reduzir de forma acentuada o público nos jogos por aqui. E, mesmo com uma promoção atrativa, o resultado não se desenhava imediato. Deveria haver uma conjunção dos resultados dentro de campo com os prêmios distribuídos para que a torcida novamente se movimentasse.
 
A fórmula encontrada pela diretoria da Francana para a montagem da equipe para o Paulista da Série A-3 ou qualquer outro torneio mostra, no decorrer da década, que não é esta a solução para se manter um time de futebol que pretende retornar à elite. Entra ano, sai ano, a Francana continua buscando jogadores baratos, estabelecendo parcerias equivocadas, criando ações de marketing que ficam pelo caminho. A Veterana pode e merece receber muito mais do que tem sido feito nos últimos anos. A sua história gloriosa não pode ser negligenciada. É o que esperam todos os que ainda sonham com uma volta por cima.
 
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