Completamente apavorada, uma coladeira de 32 anos procurou, na manhã de ontem, a polícia de Franca em busca de algum alento. “Eles ameaçaram matar o meu filho! Enquanto eu estava trabalhando, algum bandido apontou um canivete para o rosto do meu menino!”, esbravejou a mãe. Segundo relato da mesma, a criança estava no banheiro da E.E Professor Luiz Paride Sinelli, no Jardim Martins, durante a tarde de segunda-feira, quando outro aluno entrou, sacou um canivete e ameaçou matar o jovem caso o mesmo não entregasse todo seu dinheiro. Por sorte, outros estudantes entraram e controlaram a situação. Agora, a mãe, amedrontada, quer tirar o filho da escola. “Meu menino está até branco de medo e eu também. Não posso trabalhar bem sabendo que ele está naquele lugar. Já estou procurando outra escola”, comentou.
O primeiro ponto questionado pela coladeira é como um aluno de uma instituição de ensino que atende desde o ensino fundamental até o médio consegue andar tranquilamente pela escola usando um canivete.
De acordo com o garoto de 11 anos, ele estava urinando quando outro aluno, de 15 anos, deu um chute na porta do banheiro e o abordou: “Ele veio com o canivete pra cima de mim, dizendo que iria me matar se eu não entregasse meu dinheiro para ele”, contou o garoto em entrevista ao repórter Marcos Silva, da rádio Difusora. A criança disse ainda que o estudante ainda tentou lhe atingir com o canivete, porém ele foi capaz de segurar seu braço até que colegas chegassem e apartassem os dois. “Ele disse que foi só uma brincadeira. Mas ele iria passar o canivete no meu pescoço. Agora estou com medo porque ele é bem maior”, disse.
A mãe declarou ainda que, no mesmo dia deste caso, foi procurar algum responsável pela escola. Uma funcionária, no entanto, segundo sua versão dos fatos, lhe faltou com respeito. “A moça me perguntou se eu queria que eles colocassem um guarda para acompanhar meu filho até o banheiro. Depois, disse que eles não podiam fazer nada”, afirmou a moradora do Jardim Martins. “A única coisa que poderia ser feita era meu filho ir mais cedo na escola para apontar às autoridades quem é o outro aluno, mas a gente tem medo que, depois ele tente se vingar”, finalizou.
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