A funcionária pública Aparecida Donizete de Fátima Oliveira, 54, não foi trabalhar ontem para limpar e contabilizar os prejuízos causados pela tempestade registrada em Franca na última segunda-feira. Sua casa, localizada nos fundos do Castelinho, foi inundada. Um dia após o temporal, sobraram apenas marcas de onde a água chegou. Segundo ela, a Prefeitura não a procurou para oferecer ajuda.
“Limpei e tirei o grosso, porque ficou muita lama dentro de casa. No quintal arrumei o que deu, porque como a água veio muito forte trouxe bastante entulho e derrubou algumas cercas. Estou colocando as coisas em ordem como dá. Minha sensação é de impotência. Vou socorrer com quem? Ninguém nos procurou para oferecer ajuda”, disse Aparecida.
A funcionária pública não pretende mudar do local, mas admite ter medo de passar novamente pela mesma situação. Segunda ela, o córrego, localizado a 150 metros de sua casa, está bastante sujo, o que contribuiu para a inundação.
Com a tempestade de segunda-feira, córregos transbordaram, avenidas ficaram intransitáveis e acidentes foram registrados. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), só na segunda choveu 44,6 mm na cidade. Até ontem, o mês de fevereiro acumulou 81,8 mm de chuva em Franca.
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