Audiência pública hoje debate reclamações sobre o Centro Pop


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Foto de arquivo motra morador de rua mendigando nas  proximidades do Centro Pop: vizinhos se queixam da situação
Foto de arquivo motra morador de rua mendigando nas proximidades do Centro Pop: vizinhos se queixam da situação
A Câmara Municipal realizará audiência pública hoje, às 20 horas, para discutir as reclamações sobre o Centro Pop (Centro Especializado para População em Situação de Rua). Convites foram encaminhados para a Defensoria Pública, polícias Civil e Militar, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Justiça, Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), Ministério Público e Prefeitura. Inaugurado em setembro de 2013, o equipamento instalado na avenida Hélio Palermo é alvo de frequentes queixas. Moradores e comerciantes da região dizem que são vítimas de extorsão e pedem a mudança da unidade para outro local.
 
Vizinhos do Centro Pop afirmam que, mesmo após o fim do horário de atendimento, os moradores de rua atendidos pelo órgão permanecem nas proximidades abordando consumidores, pedestres e motoristas. Na maioria das vezes, segundo os reclamantes, aqueles que não dão dinheiro aos pedintes são ameaçados. No fim de janeiro, uma confusão entre os usuários só terminou após a intervenção da Polícia Militar e da Guarda Civil. Por causa da briga, o atendimento foi suspenso e a casa só reabriu as portas no dia seguinte.
 
O imóvel alugado por R$ 6,5 mil pela Prefeitura tem dois andares, garagem para três carros, salas amplas, diversos quartos com sacada, escada de madeira e área de lazer. O custo mensal gira em torno de R$ 31 mil. Se os moradores de rua não têm do que reclamar, o mesmo não se pode dizer dos vizinhos.
 
Moradores e comerciantes reclamam da concentração de pedintes, o que estaria contribuindo para o aumento da criminalidade, e fizeram um abaixo-assinado com aproximadamente 100 adesões pedindo a mudança do Centro Pop. O documento foi protocolado na Câmara Municipal, na sessão da semana passada, após manifestantes serem proibidos de entrarem na Prefeitura, e o presidente Jépy Pereira (PSDB) determinou à Comissão de Direitos Humanos que tomasse providências. Uma reunião foi convocada para esta noite. “Os vizinhos fizeram várias denúncias e precisamos apurar. Convidamos todas as partes envolvidas para levantar as informações, ver se as reclamações procedem e se o Centro Pop está dando resultado. O direito de todos precisa ser respeitado, inclusive, das pessoas de bem que moram ou trabalham na região”, disse o vereador Adérmis Marini (PSDB), presidente da Comissão.
 
A Prefeitura divulgou nota, ontem, afirmando que o Centro Pop “vem cumprindo com o seu papel e os resultados estão surgindo”. O texto diz que, em média, uma pessoa, “antes sem perspectiva nenhuma de vida”, é devolvida ao convívio da família por semana. Afirma ainda que “mais” de 20 moradores de rua teriam conseguido emprego. Não há referência na nota sobre as reclamações dos vizinhos.

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