Tempestade em Franca alaga avenidas e inunda casa


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Vista da avenida São Vicente ontem à tarde depois de chuva forte cair na cidade. Alagamentos atingiram outras vias importantes como a Ismael Alonso y Alonso, que teve quatro pontos inundados
Vista da avenida São Vicente ontem à tarde depois de chuva forte cair na cidade. Alagamentos atingiram outras vias importantes como a Ismael Alonso y Alonso, que teve quatro pontos inundados
A frente fria que conseguiu romper o bloqueio atmosférico, responsável pelas altas temperaturas dos últimos dias, aliada à umidade acumulada no fim de semana, fez com que Franca registrasse na tarde de ontem a maior chuva do ano. Córregos transbordaram, avenidas ficaram intransitáveis, acidentes foram registrados e pelo menos uma casa foi alagada. Toda a região cortada pela bacia do córrego Espraiado, a maior da cidade com cerca de quatro mil metros, foi a mais atingida. (VEJA O VÍDEO). 
 
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) registrou chuvas das 14 horas às 17 horas. O maior volume “despencou” nas regiões Sul e Leste, e se estendeu até a divisa com os municípios de Patrocínio Paulista e Ibiraci (MG), segundo Marcelo Schneider, meteorologista do Inmet. As rajadas de vento chegaram a 30 km/h. Schneider não soube informar a quantidade em milímetros, porque a estação coletora automática, ao lado do Aeroporto “Tenente Lund Presotto”, não teria registrado chuva.
 
Sem ventos fortes, mas com volume, as chuvas elevaram o volume do córrego Cubatão, que corta a avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso. Ele transbordou por alguns minutos entre as avenidas Sete de Setembro e Major Nicácio; na rotatória da rua Saldanha Marinho; no encontro com o córrego Espraiado, na rotatória do Posto Select; e a alguns metros do ponto onde deságua no córrego dos Bagres, próximo do Galo Branco. Em vários bairros, as galerias e bocas de lobo não suportaram a quantidade de água, resultando em ruas e avenidas alagadas.
 
“Quando vi as nuvens, fiquei na loja. Muitos carros e motos pararam, e quem tentou atravessar, teve problemas”, disse o comerciante Gelson Ribeiro, 37, do Aeroporto I, sobre o que testemunhou durante as chuvas. Ele estava em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis da avenida Reynaldo Chioca, no Alvorada. “Tudo isso aqui (avenida) virou um rio por cerca de 40 minutos.”
 
Espraiado
Da nascente até chegar ao piscinão da avenida Ademar Pólo Filho, o córrego Espraiado transbordou. As avenidas Doutor Chafic Facury, São Vicente e Miguel Sábio de Melo precisaram ser interditadas. As águas sujas e fedidas tomaram conta das pistas. A Guarda Municipal deslocou seu efetivo para controlar o trânsito e impedir a passagem de veículos. A avenida São Vicente foi a que teve o fluxo prejudicado por mais tempo: uma hora.
 
Há 10 anos trabalhando no cultivo de hortaliças em uma área arrendada nos fundos do Castelinho, Ademir Apolinário Sobrinho, 58, disse que nunca viu nada igual. As águas avançaram cerca de 200 metros e faltou pouco para atingirem os canteiros.
 
Na mesma área há uma residência, onde moram o pedreiro João Batista de Oliveira, 55, e a mulher, funcionária pública Aparecida Donizete de Fátima Oliveira, 54. Há cinco meses no local, eles estavam trabalhando, quando o filho Diego Fernandes de Oliveira, 25, ligou falando que a moradia estava inundada. “Não acreditei. Estamos a 150 metros do córrego, e mesmo assim as águas chegaram aqui. Mais de meio metro de altura dentro de casa”, disse Aparecida.
 
Das três avenidas que cortam o Espraiado, a Miguel Sábio foi a última a ser tomada pelas águas. A represa do Castelinho não suportou o volume, subiu, e a pista da avenida foi atingida.
 
Vítimas
A polícia registrou acidentes sem vítimas. O Corpo de Bombeiros só atendeu uma ocorrência grave. Na avenida Paulo Roberto Cavalheiro Coelho, um motociclista atingiu violentamente a traseira de um veículo. Leia aqui
 
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Veja as fotos:

Fotos de Angelo Pedigoni e Divaldo Moreira/Comércio; Fael Andrade e João Bianco/Repórter Cidadão

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