Centro da vida


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Lamentavelmente, pouca ou quase nenhuma atenção se dá, hoje, à grave crise moral que atravessamos. Estamos, governantes e nós próprios, omissos em relação a reação indispensável contra a desagregação familiar, origem básica de tantos desacertos. Escolas estão formando juventude alienada quanto à importância dos valores de vida. As famílias já não transmitem aos filhos princípios espirituais, morais e éticos. Há, apenas, preocupação de orientá-los para serem vitoriosos, alcançando o maior êxito econômico. A degradação moral e ética chegou a tal ponto que a sociedade respeita e admira o bem-sucedido economicamente, desculpando suas desonestidades e vendo, em suas ações, uma conduta ‘esperta’ . A malandragem até chega a ser indicada aos jovens como caminho mais fácil para o sucesso, não importando que o próximo seja lesado. 
 
A desagregação da família poderá se agravar mais se não houver, reitero, uma reação. Nos dias atuais, temos quase mais separações que novas uniões de casais. Na classe pobre, as separações acabam levando os filhos a se tornarem moradores de ruas, viverem em orfanatos ou se abrigarem, em função de delitos cometidos, na Fundação Casa. É urgente e imprescindível uma avaliação serena da situação da família brasileira e da crise de valores morais e espirituais por ela vivida para que uma reação forte aconteça. Como parte dessa reação, precisamos aprender a cultivar menos os valores econômicos e mais os valores de vida; a valorizar a convivência familiar; a estimular o respeito e o diálogo entre os pais e os filhos. 
 
É fundamental as famílias se unirem em torno de princípios e de valores éticos e morais; que saibam difundir, entre seus integrantes, a importância da solidariedade, da amizade e do respeito ao próximo; que cada um saiba respeitar e tratar o semelhante como gostaria de ser respeitado e tratado. 
 
Welson Gasparini
Deputado estadual (PSDB), advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto 

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