Caça aos pagantes


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Os acusados da morte do cinegrafista Santiago Andrade falaram à polícia que os participantes das manifestações são pagos para vandalizar e, como vimos, até matar. 
 
Veio a público uma lista de partidos e supostos contribuintes, incluindo vereadores, delegado de polícia e até juiz de direito. Todos negam. 
 
A sociedade não pode abrir mão de apurar quem mantém os tais black blocs, e saber, inclusive e a fundo, quais os interesses que os movem a ações predatórias. 
 
Mesmo que os citados não sejam os financiadores, é preciso saber quem os custeia e promover o devido processo legal contra criadores e criaturas. Não se pode, ainda, descuidar na proteção aos dois acusados que estão presos. Com a denúncia, podem ter se transformar em inconvenientes ‘arquivos’.
 
A polícia e o Ministério Público dispõem de meios para aprofundar a investigação sobre a selvageria e o vandalismo que estão desvirtuando movimentos que buscam, pacificamente, demonstrar seus objetivos e estimular soluções. 
 
Da mesma forma que uma sociedade democrática tem de ser permeável às reivindicações do povo, tem de ser diligente e eficiente para isolar e punir rigorosamente quem se infiltra e promove o caos.
 
No momento em que a autoridade constituída não é suficiente para manter a ordem pública, fica comprometida até sua representatividade. 
 
O povo, pelo voto, dá procuração a governantes e autoridades para zelar da ordem pública. 
 
Sucumbir a black blocs ou a seus financiadores é prova de fraqueza. Espera-se que, da jornada empreendida pelo ministro da Justiça junto a secretários estaduais da Segurança Pública, resultem medidas concretas e eficazes para fazer cessar a desordem, e que o Congresso Nacional seja rápido em aprová-las. 
 
É inaceitável a morte de Santiago Andrade. Mas, como já ocorreu e é irreversível, que sirva, pelo menos, para a retomada da ordem pública e da busca da paz social...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Articulista 

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