Com o calor intenso das últimas semanas, o consumo médio diário de 145 litros por francano aumentou. Em janeiro deste ano foi de 153 litros por pessoa, em média. O consumo maior e a forte estiagem fizeram com que o volume dos rios que abastecem Franca alterasse. O engenheiro Rui Engrácia Garcia Caluz, gerente distrital da Sabesp, disse que as vazões dos mananciais estão baixas para a época do ano. Motivo, segundo ele, para acender o sinal amarelo. “Os meses de janeiro, fevereiro e março, geralmente, são quando os rios têm suas maiores vazões e neste ano não observo isso. De qualquer forma não acredito que teremos racionamento em Franca”, afirma o gerente.
A explicação de Rui Engrácia é que, além dos mananciais que abastecem a cidade - Rio Canoas, responsável por 80% da produção e do Córrego Pouso Alegre, responsável pelos outros 20% -, a Sabesp perfurou dois novos poços em Restinga que deverão entrar em operação na próxima semana. Na região, porém, já começa a faltar água em boa parte do dia em cidades como Ribeirão Preto, Batatais e Orlândia.
A diferença para Franca, de acordo com Rui Engrácia é na gestão da água. “Franca é diferente de São Paulo, por exemplo. Lá, como o consumo é muito maior do que o disponibilizado pelos mananciais, é necessário a construção de grandes represas para acumular água no período de chuvas e manter o abastecimento na seca. Em Franca não temos estas represas, pois captamos água direto dos mananciais”, disse.
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