Emoção marca reencontro entre família e PMs que salvaram bebê


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A mãe de Nicolas, a chanfradora Paula Andreza, recebeu e agradeceu Marques e Paulo. Filho dormia no momento da visita
A mãe de Nicolas, a chanfradora Paula Andreza, recebeu e agradeceu Marques e Paulo. Filho dormia no momento da visita
Os momentos de aflição vivenciados nos primeiros minutos da madrugada de quinta-feira pela família do pequeno Nicolas, então com três dias de vida, deu lugar à alegria na tarde de sábado. Os soldados Marques e Paulo, lotados na 1ª Companhia, do 15 Batalhão da Polícia Militar de Franca, que salvaram o recém-nascido da morte, tiveram o primeiro encontro com a mãe, a chanfradora Paula Andreza Fernandes dos Santos, 29, e o filho. Após engasgar, o bebê precisou da atuação rápida dos policiais para evitar uma tragédia.
 
O Comércio da Franca promoveu o reencontro dos soldados com Paula e Nicolas. “Foi Deus quem colocou eles nas nossas vidas. Se não fossem eles, que fizeram um atendimento tão rápido, meu filho não estaria aqui”, disse a mãe, sorrindo de emoção, na sala da residência da família, na rua Francisco Provenzano de Lima, no Jardim Aeroporto III.
 
A ocorrência foi registrada nos primeiros minutos de quinta-feira. Paula notou que Nicolas, quando dormia, começou a se debater e parou de respirar. A avó, a auxiliar de limpeza Neusa Fernandes, 54, aplicou os primeiros procedimentos de emergência, mas o neto continuava sufocado. No desespero, a família saiu correndo para fora, gritando por socorro. Foi a sorte.
 
Marques e Paulo estavam parados com a viatura no cruzamento da Francisco Provenzano de Lima com avenida César Martins Pirajá. Eles averiguavam os documentos de um motociclista abordado, quando ouviram os gritos e saíram em direção a Paula, que estava com o filho nos braços.
 
O curso de primeiros socorros faz parte do currículo policial militar, mas o soldado Marques, que está há 16 anos na corporação (Paulo tem 14 anos), na hora se lembrou do médico e coronel da PM Calisto Jorge Ticly Neto, morto em junho de 2007 em um acidente na rodovia Cândido Portinari, em Cristais Paulista.
 
“O Nicolas estava roxo, se debatia e lutava para respirar. Na hora me lembrei do coronel Calisto, que dizia ter salvo a filha ao colocá-la levemente inclinada com a cabeça para baixo e comprimindo o abdômen. Ele (coronel) falava que a gravidade e o ar do pulmão ajudavam a expelir qualquer coisa que estivesse sufocando os bebês. Deu certo”, disse Marques.
 
O reencontro
Neusa, avó do recém-nascido, foi quem recepcionou os policiais na chegada. “Deus fez com que eles estivessem na esquina naquele momento junto com o rapaz da moto. Não há outra explicação”, disse a mulher. Paula recebeu a equipe no sofá da sala, onde Nicolas dormia. “Ele (filho) é muito bravo (risos). Se acordar agora, ele fica nervoso”, brincou a mãe.
 
A admiração e gratidão da família não diminuiu a humildade dos soldados. Emocionados, admitiram a felicidade em atender a esse tipo de ocorrência. “Quando aparece, temos o maior prazer em ajudar. Somos treinados para isso, ajudar o cidadão”, destacou o soldado Paulo.
 
O encontro se encerrou sem que Nicolas fosse perturbado do seu sono. “Ele nem imagina o que aconteceu, mas quando entender, vai saber da existência dos policias que um dia salvaram sua vida, e vai ver toda a história no jornal”, acrescentou a avó.

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