O escritor iraniano Reza Aslan produziu em 2013, Zelota — A vida e a época de Jesus de Nazaré, considerado ‘best-seller’ número 1 do New York Times, dignando-se impactar a opinião pública norte-americana e transpor terras e mares.
O autor mostra que o Jesus histórico é diferente do Jesus religioso e que Ele teria sido um zelota, não no sentido de membro de um partido político, mas líder de um movimento de zelosos da lei judaica, empenhado em estabelecer o Reino de Deus na Terra e na independência de Israel do jugo romano. Também, Aslan patrocina a tese de que Jesus não teria nascido em Belém, mas, em Nazaré, conquanto registre os relatos de Mateus (2:1-9) e Lucas (2:1-21), segundo os quais Jesus nasceu em Belém (de Judá).
No Espiritismo, as vozes espirituais, igualmente, consideram importante o Jesus histórico, cuja moral, porém — ensinam —, supera todo e qualquer questionamento que implique cogitações impertinentes da vida terrestre do Cristo, sobretudo, se considerar a Sua revelação: ‘Meu reino não é deste mundo’, à qual se alia esta outra expressão da mesma e sublimada autoria: ‘Se vos disserem que o Reino de Deus está aqui, ali, ou acolá, não creiais. O Reino de Deus está dentro de vós’, e todas as pérolas luzidias da Boa Nova.
Considere-se, ainda, que a obra referida tem outros pontos de contato com a Doutrina Espírita, cabendo tomar como exemplo a alusão de que João Batista era reencarnação de Elias, revigorando o Novo Testamento, na asserção de que João Batista era mesmo o ‘Elias que voltou’.
Fica evidente, pelas palavras transcritas, a ideia da reencarnação, tal como ensina o Espiritismo, e que — aceita pelos judeus —, o povo em geral também já admitia que a palingenesia (nome grego para reencarnação) era uma Lei.
Não foi por outra razão que Jesus, falando a Nicodemos, respeitada autoridade do Sinédrio, afirmou que ‘para ver o Reino de Deus é necessário nascer de novo.’
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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