Pais lutam para trazer corpo da filha assassinada


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Carmem e José André de Sá Teles pediram ajuda durante o programa ‘Hora da Verdade Itinerante’, no Jardim Aeroporto III
Carmem e José André de Sá Teles pediram ajuda durante o programa ‘Hora da Verdade Itinerante’, no Jardim Aeroporto III
Os pais de Ozania Fernandes Sá Teles, de 15 anos, vivem a dor de não poder dar o último adeus a filha. A jovem, encontrada morta no último dia 4, foi enterrada como indigente em Capetinga (MG). Carmem Lúcia Fernandes e José André de Sá Teles descobriram o ocorrido apenas dois dias depois e sofrem com a trágica situação. Desesperados e sem condições financeiras, Carmem e José André pediram ajuda para conseguir exumar o corpo da filha e trazê-lo para ser enterrado em Franca durante o programa Hora da Verdade, da rádio Difusora, que estreou sua edição itinerante, na manhã de ontem, no Jardim Aeroporto III.
 
A mãe de Ozania está visivelmente abalada e não se conforma com o fato de a jovem estar enterrada como indigente na cidade mineira. “Minha filha não é indigente, ela tem família. Estou sofrendo muito, é uma dor que não tem tamanho. Foi a coisa mais triste reconhecer o corpo da minha filha, estrangulada. Minha vontade é pegar quem fez isso.”
 
José André também está inconsolável, mas garante que lutará até conseguir enterrar a filha na cidade onde ela nasceu e foi criada. “Ela não é de lá (de Capetinga). Peço ajuda para trazer o corpo da minha filha para despedirmos e enterrar ela aqui. Faço esse apelo. Nós não temos condições e fica muito caro, em torno de R$ 2.100.”
 
Em busca de ajuda, o pai de Ozania diz já ter tentado o apoio de um advogado, mas foi em vão. Segundo José André, o advogado passou apenas instruções para que ele regularizasse a situação e deixasse o corpo da filha enterrado em Capetinga (MG). “Tentamos com o advogado, mas ele disse que não tinha condições. Só me passou uns papéis para ver se ajeito e deixo o corpo da minha filha lá mesmo, mas nós não queremos. Estamos sofrendo muito. Só pedimos o direito de despedir e enterrar a nossa filha. E isso tem que ser aqui. Pedimos ajuda, por favor.”
 
O caso
A história de Ozania começou quando ela recebeu uma ligação no celular, pouco antes das 11 horas do dia 3 de fevereiro, e saiu de casa dizendo para a mãe que voltaria logo. Como Ozania não retornou, Carmem registrou o desaparecimento da filha no dia 5 de fevereiro.
 
O corpo da jovem foi localizado no dia seguinte pela polícia de Capetinga, após denúncia, na área rural do município. A autopsia revelou que a garota, até então desconhecida, havia sido morta por estrangulamento.
 
O delegado responsável pelo setor de homicídios de Passos (MG), Marco Pimenta, com o apoio da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) francana, está investigando o caso. Pimenta esteve em Franca, na última quinta-feira, para ouvir testemunhas e realizar diligências pela área onde Ozania foi vista com vida pela última vez.
 
Os pais da jovem confirmaram à polícia e, em entrevista ao Comércio na última terça-feira, que a filha estaria envolvida com o tráfico de drogas.

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