Etecs e Fatecs podem parar na segunda; três unidades em Franca


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Fachada da escola Industrial, no centro
Fachada da escola Industrial, no centro
Professores e funcionários das Etecs (Escolas Técnicas Estaduais) e Fatecs (Faculdades de Tecnologia), que são administradas pelo Centro Paula Souza, autarquia ligada ao governo de São Paulo, ameaçam ficar de braços cruzados nesta segunda-feira. 
 
Segundo uma nota oficial enviada pelo Sintep (Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza), a categoria esperou por dois anos a apresentação de um novo plano de carreira, mas, como não houve resposta do governo, a greve deve começar no dia 17 de fevereiro. 
 
“Apesar da intensa propaganda que o governo faz das Etecs e Fatecs, em todas as unidades há falta de professores e funcionários, pois nossos salários são os menores da Educação Profissional e Tecnológica do Brasil, e nossas condições de trabalho deixam muito a desejar”, diz a nota do sindicato dos trabalhadores.
 
Já a assessoria de imprensa do Centro Paula Souza afirmou que ainda não tem informações sobre o tamanho exato da paralisação nem o número de professores e funcionários que cruzarão os braços. Esse levantamento só será feito na segunda-feira, se a greve se confirmar.
 
No total, existem 213 Etecs e 59 Fatecs em 162 municípios do Estado de São Paulo, com 22 mil empregados entre funcionários e docentes.
 
Franca
Em 2013, exatamente 2.903 estudantes estavam matriculados nas três instituições de ensino que a autarquia possui em Franca: Etec “Dr. Júlio Cardoso” (1.719), o Colégio Industrial; Etec “Professor Carmelino Corrêa Júnior” (518), o Colégio Agrícola, e a Fatec “Doutor Thomaz Novelino” (666).
 
A reportagem do Comércio da Franca conversou com profissionais das três unidades instaladas na cidade. Poucos disseram que vão aderir à paralisação. A maioria disse que continuará trabalhando normalmente e acredita que o protesto não vai interferir no andamento das aulas.

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