Saúde em primeiro lugar


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Quase metade da população avalia que o governo deve priorizar saúde, mostra pesquisa
Uma pesquisa divulgada ontem indica que quase metade da população brasileira (49%) avalia que melhorar os serviços de saúde deve ser prioridade para o governo federal este ano. O dado está na pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira - Problemas e Prioridades para 2014, feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pelo Ibope. Este é um sentimento geral já de longa data e não seria necessária qualquer amostragem para deixar isso claro. Nos últimos anos, os problemas na Saúde Pública se acumulam, com a falta de investimento no setor, principalmente em regiões carentes.
 
O programa “Mais Médicos”, criado como uma ‘vitrine’ para a candidatura do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo paulista, embora esteja sendo um alento nos rincões e nas zonas periféricas das grandes cidades, onde faltavam profissionais para atender uma grande população carente, começa a apresentar os primeiros problemas. Deserções e até acusações de escravidão (em razão do contrato assinado com o governo de Cuba, de onde é egressa a maioria dos médicos que atendem no programa) começam a abalar o “Mais Médicos”, considerado pelo governo federal como a resposta para os problemas registrados no setor.
 
Porém, há muito mais o que fazer. Desde consertar a estrutura da Saúde Pública brasileira, que tem a maioria de seus hospitais sucateados, onde faltam equipamentos e remédios, até os desvios que as verbas públicas seguem por causa da corrupção. O setor precisa de maior atenção e investimentos que não escorram para o bolso de elementos que não se preocupam com a qualidade do atendimento e com as falhas que levam brasileiros à agonia e à morte. O bem-estar de toda a população deve ser levado em conta e colocado como preocupação primordial também pelos que receberam um mandato para representar os eleitores.
 
Além disso, a pesquisa CNI/Ibope mostra que nos segundo e terceiro lugares na preocupação do brasileiro aparecem o combate à violência e à criminalidade e a melhora da qualidade da educação, que devem ser priorizadas na opinião de 31% e 28% dos 15.414 entrevistados, respectivamente. A soma ultrapassa os 100% porque na pesquisa era permitido escolher até três opções. Para os entrevistados, são essas as áreas com os principais problemas do País. Além dessas prioridades, as pessoas ouvidas mostraram preocupação com as drogas (23%), o reajuste do salário mínimo (23%) e o combate à corrupção (20%). Nada diferente das reivindicações dos que saíram às ruas, em junho do ano passado exigindo reformas.
 
Na análise regional dos dados, as três áreas também são as mais citadas como as que devem ter preferência nas ações governamentais, com a melhora dos serviços de saúde no topo de todos os rankings, informa a CNI. A exceção é a Região Sul, onde o combate à violência e à criminalidade perde posição para o aumento do salário mínimo e o enfrentamento às drogas. Quem sabe a partir destes dados nossos governantes, em todos os níveis, se mexam em busca de reformas que contemplem a todos.
 
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