Franca tem menor taxa de homicídio do Estado de São Paulo


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Foto de arquivo mostra inscrição ‘PCC’ na calçada da praça do Ângela Rosa; ao fundo, PMs preservam local onde rapaz foi morto
Foto de arquivo mostra inscrição ‘PCC’ na calçada da praça do Ângela Rosa; ao fundo, PMs preservam local onde rapaz foi morto
Apesar da sensação de violência da população, as estatísticas da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) mostram que Franca foi a cidade paulista com a menor taxa de homicídio doloso, em 2013, considerando os 25 municípios mais populosos do Estado, com exceção das cidades litorâneas. A média de casos registrados na cidade no ano passado é de 4,60 assassinatos a cada 100 mil habitantes - índice bem abaixo da média estadual, que é de 10,49.
 
Segundo o titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), o delegado Márcio Garcia Murari, a posição de Franca é resultado de ações estratégicas. “Temos o setor de homicídios na DIG de Franca, com três investigadores, que só cuidam desse tipo de caso. A prevenção também está relacionada à prisão e ao esclarecimento dos crimes, pois isso tira a sensação de impunidade”, disse.
 
Murari afirmou ainda que esse tipo de crime geralmente é motivado por três situações. “A maioria dos homicídios são de casos passionais, brigas em bares ou entre vizinhos, por exemplo, ou ainda envolvendo drogas”, disse.
 
A segunda cidade paulista com menor índice no ano passado, ainda dentre as mais populosas, é Jundiaí, com uma média de 7,32 casos por 100 mil moradores. Já o município com maior taxa é Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, com taxa de 20,55.
 
A capital paulista teve média de 10,27 mortes por assassinatos a cada 100 mil habitantes, enquanto Ribeirão Preto registrou 10,32 ocorrências do tipo a cada 100 mil moradores.
 
Confira a tabela com ranking de taxa de homicídio das 25 cidades paulistas com maior população nesta página. Estão fora do levantamento as cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá que, apesar de estarem no grupo das 25 maiores, têm suas populações flutuantes, por conta de serem estâncias turísticas.
 
Casos abertos
Ao todo, 15 casos de mortes por homicídio doloso foram registrados em Franca no ano passado, número inferior dos de outras cidades de São Paulo de mesmo porte. Bauru, por exemplo, registrou 35 assassinatos em 2013. Já Piracicaba teve 51 casos registrados.
 
O número de homicídios em Franca também caiu se comparado o ano passado com 2012, quando foram registradas 18 mortes.
 
Segundo Murari, 80% das ocorrências de homicídio em Franca no ano passado foram solucionadas, ou seja, dos 15 casos registrados, três ainda continuam sem solução. 
 
Um deles é o assassinato do dono de uma papelaria no Jardim Redentor, Carlos Aparecido Pitondo, conhecido como Didi, no dia 21 de janeiro de 2013. Ele foi atingido por três tiros efetuados por um rapaz que invadiu a loja da vítima, junto de outro homem. Ambos criminosos fugiram a pé sem levar nada do estabelecimento. Didi chegou a ser levado para o hospital com vida, mas morreu cinco dias depois. Segundo Murari, as investigações desse caso seguem sem novidades.
 
Outra ocorrência sem solução é a da morte do proprietário de um bar na Vila São Sebastião, Gustavo de Oliveira Claudino, que foi executado na porta de seu estabelecimento no dia 31 de agosto. De acordo com Murari, a DIG procura por dois suspeitos de terem cometido o crime. 
 
O assassinado de um adolescente de 17 anos, executado por dois homens na praça de esportes do Jardim Seminário, é outro caso que ainda não teve conclusão. Porém, o titular da DIG afirma que as investigações do crime estão em fase de final e os resultados serão apresentados nos próximos dias.
 

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