Foram necessários apenas dois minutos para que a proposta de acordo salarial apresentada pelos empresários fosse aprovada pelos sapateiros. Na assembleia desta quarta-feira, o presidente do sindicato da categoria, Fábio Cândido, resolveu adotar uma estratégia diferente. Mais calmo, trocou o discurso e adotou um tom mais suave.
Antes de colocar a proposta em votação, deixou que seu assessor Hélio Rodrigues explicasse os índices oferecidos pelos industriais de 8,1% de aumento e um piso de R$ 900. Evitou falar sobre participação em lucros e resultados e na cesta básica.
Na hora da votação, preferiu que o índice de reajuste fosse analisado primeiro. Pouco menos da metade dos cerca de 150 presentes votaram pela aprovação. Depois, ao contrário do que havia feito em outras assembleias, não colocou a possibilidade de greve em votação. Preferiu usar a palavra “dissídio” e não falou em paralisações, apenas alertou para a possibilidade de perdas para a categoria.
O resultado foi que só dois trabalhadores foram a favor do dissídio. Como o restante não se manifestou, Fábio considerou que a maioria foi a favor do acordo e encerrou a assembleia.
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