Jeitinho para ‘aplaudir’ deputado


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A concessão de moções é mera formalidade. Por se tratar de uma média com o homenageado por algo que ele fez de relevante, ou em função de alguma perda, quando trata-se de moção de pesar, a aprovação é tida como favas contadas. Dificilmente, algum vereador se opõe. Não foi o que se verificou ontem.
 
Por iniciativa do Pastor Otávio (PTB), foi inserida na pauta de votação uma moção de aplauso ao deputado Campos Machado, líder estadual do PTB, por ter apresentado projeto de lei que proíbe a comercialização e consumo de bebida alcoólica em qualquer recinto público de uso coletivo no Estado.
 
Houve uma abstenção em massa e apenas cinco votos foram registrados. Ocorre que o painel eletrônico da Câmara não encerra a votação com menos de oito votos, quórum mínimo de vereadores presentes exigido pelo Regimento Interno para que uma matéria possa ser votada.
 
Em tese, a homenagem ao deputado não poderia se concedida. Mas, Jépy Pereira deu um jeitinho. Ele pediu aos vereadores que repensassem e que registrassem o voto. 
 
Após a insistência, nova votação foi feita e a moção, enfim, passou com seis votos favoráveis e três contrários - de Adérmis Marini (PSDB), Márcio do Flórida (PT) e Daniel Radaeli (PMDB). “Acho um absurdo o projeto apresentado pelo deputado. Ele não me representa”, afirmou Radaeli.

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