O 5º Distrito Policial inicia hoje investigações para apurar denúncias de tortura e cárcere privado. A vítima é o pintor automotivo ELCO, 28, morador da zona Norte de Franca. Ele acusa o proprietário de uma oficina mecânica e mais três pessoas de lhe agredirem com socos, pontapés e uma máquina de choque.
O grupo, segundo ele, queria que confessasse ou desse os nomes dos autores de um furto de ferramentas ocorrido na oficina do mecânico. Caso contrário, seria assassinado.
O pintor contou que estava em casa na tarde de segunda-feira, quando o dono de uma oficina mecânica lhe procurou. “Ele me ofereceu um serviço, e como estava precisando trabalhar, aceitei”, disse o pintor à polícia.
Ao chegar em um barracão às margens da rodovia Cândido Portinari, entre Franca e Cristais Paulista, o pintor relatou que se deparou com outros três homens. “Fui cercado pelos quatro, perguntei o que estava acontecendo e eles passaram a me agredir com socos, pontapés e uma máquina de choque”, afirmou.
Durante a sessão de tortura, segundo ELCO, o mecânico perguntava onde estavam as ferramentas que ele teria, supostamente, furtado de sua oficina. Apesar das negativas, o pintor era agredido. Segundo ele, um dos homens chegou a sacar um arma e atirar próximo ao seu rosto na tentativa de fazer com que falasse.
No início da noite, usando cordas, os autores o amarraram e o deixaram no pátio. “Eles falaram que voltariam de madrugada para me matar e jogar meu corpo na represa (rio Grande) de Rifaina se não entregasse o que tinha furtado ou se não desse os nomes de quem havia furtado a oficina.”
Antes, porém, o pintor conseguiu se soltar e avisar a PM. Buscas foram realizadas, mas nenhum envolvido foi localizado. No Plantão Policial, durante a elaboração do boletim de ocorrência, ele sentiu fortes dores no peito, foi socorrido, medicado e liberado.
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