Garota de 15 anos do J. Aeroporto é encontrada morta


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José André e Carmem Lúcia, pais de Ozania, mostram foto da garota ontem na casa da família
José André e Carmem Lúcia, pais de Ozania, mostram foto da garota ontem na casa da família
No dia 5 de fevereiro, a dona de casa Carmem Lúcia Fernandes, 49, do Jardim Aeroporto III, registrou o desaparecimento da filha Ozania Fernandes Sá Teles, 15. A jovem saiu de casa no dia 3. O que a mulher não sabia era que a filha já estava morta e foi enterrada como indigente em Capetinga (MG). Segundo a polícia, a adolescente foi assassinada por estrangulamento.
 
A história de Ozania começou quando ela recebeu uma ligação no celular, pouco antes das 11 horas do dia 3. A mãe, que estava em casa, não ouviu o teor da conversa. “Ela se arrumou e só falou que ia perto da escola (Professora Lydia Rocha Alves) e que voltava logo”, lembrou Carmem. A menina sumiu.
 
No dia seguinte, a polícia de Capetinga, após denúncia, localizou o corpo de uma jovem na área rural do município. A autopsia revelou que a garota, até então desconhecida, fora morta por estrangulamento. A Delegacia de Homicídios de Passos (MG) assumiu o caso e, no dia 5, o delegado Marcos Pimenta pediu ajuda da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca para tentar identificar o corpo.
 
Paulo Rodrigues e Luciano Tavares, do Setor de Homicídios, sob comando do delegado Márcio Garcia Murari, cruzaram informações sobre desaparecidos e chegaram à ocorrência registrada por Carmem Fernandes no dia 5. “Exibimos as imagens feitas pela polícia de Minas Gerais e os pais reconheceram a filha”, disse Rodrigues. 
 
Morta pelo tráfico?
Os pais confirmaram à polícia e, em entrevista ao Comércio, que a filha estaria envolvida com o tráfico de drogas. “Um dia perguntei como ela conseguia (dinheiro para comprar roupas, por exemplo) e ela me disse que era vendendo drogas”, contou o pai, pedreiro José André Sá Teles, 64, ontem à noite em sua casa. 
 
O delegado Pimenta não foi localizado ontem para comentar o caso, mas, de acordo com a DIG, ele estará em Franca na próxima quinta-feira para uma série de depoimentos, inclusive com os pais da vítima. Uma sala no 4º Distrito Policial já foi disponibilizada para os policiais mineiros.
 
A família pretendia fazer o traslado do corpo para Franca, mas como os custos são elevados, decidiram manter a filha enterrada em solo mineiro. “Temos um documento da polícia para colocar o nome da nossa filha na sepultura onde ela está”, comentou o pai. O casal tem outro filho, de 24 anos, morador em São Paulo. Ele, no entanto, até a noite de ontem, ainda não sabia da morte da irmã.
 

 Ozania Fernandes Sá Teles

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