Cuidar do trânsito


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Assim como vem acontecendo em todas as grandes cidades do planeta que nasceram e cresceram sem qualquer planejamento, Franca sofre hoje com uma série de problemas, principalmente os relacionados ao trânsito. As ruas mais antigas, principalmente no centro da cidade, já não estão comportando o volume de veículos e não se vê qualquer saída, pelo menos em curto e médio prazos. A ocupação urbana, que sempre ocorreu de forma desordenada, impede que se criem alternativas viáveis e capazes de dar fluência ao tráfego, reduzindo congestionamentos e levando segurança aos pedestres.
 
Hoje, a falta de um especialista em tráfego está sendo bastante danosa. No decorrer dos anos nunca houve qualquer tipo preocupação com o futuro. Os planos das sucessivas administrações municipais sempre visaram a um resultado imediato. Nunca se planejou nem se fizeram estudos e levantamentos de como a cidade poderia ficar. Hoje, as ruas do centro que eram funcionais para o trânsito de mais de 50 anos atrás, tornaram-se desafios para qualquer administrador público. Afinal, nos últimos trinta anos o que é nossa realidade atual já era prenunciado.
 
Neste tempo todo, houve tentativas de resolver a questão, mas o crescimento da frota automotiva extrapolou qualquer expectativa otimista. E vários erros ainda continuam a ser cometidos, tornando a questão ainda mais séria. A instalação de semáforos em cada esquina não é a solução. Ainda mais quando não há uma sincronia entre eles. Em várias ruas o motorista é obrigado a parar em cada esquina, prejudicando o fluxo do tráfego e causando estresse nos usuários, além de desgastes no veículo que poderiam ser evitados.
 
O corte de vagas de estacionamento é um paliativo que não se justifica, já que houve apenas uma pequena melhora que o tempo irá se encarregar de inviabilizar. Metrópoles como São Paulo criaram um rodízio de veículos de acordo com a terminação das placas. Mesmo assim, não houve queda significativa dos congestionamentos gigantescos em pontos específicos, como as avenidas marginais (Tietê e Pinheiros) e a Paulista. Franca caminha para o mesmo dilema. Não será tirando carros de circulação que o trânsito vai melhorar. Nem acabando com vagas de estacionamento sem que seja criada uma alternativa.
 
Em razão do forte comércio instalado na região central da cidade, dificilmente o francano deixará de passar por ali. Por isso, é necessário que a Prefeitura busque um profissional, de preferência engenheiro especializado em tráfego, não apenas para encontrar soluções imediatas, mas também traçar um panorama para os próximos anos. A topografia e o perfil urbano da cidade praticamente inviabilizam a possibilidade de Franca ter alternativa de transporte público que não sejam os ônibus. Assim, um profissional especializado em trânsito urbano seria capaz de traçar alternativas para resolver este grande problema que está caminhando para se tornar insolúvel.
 
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