Passamos uma semana, eu e minha filha, em São Paulo. Enquanto eu fazia um curso semanal sobre congelamento de alimentos, permiti que ela, dentro de muitos limites, se movimentasse sozinha pela capital. Confesso, foi um teste para mim mesma. Ando desorientada com a possibilidade de ela morar por lá, logo eu... Ando perdendo o sono me antevendo dominada pelo monstro da desgraça que neutraliza as eventualidades da vida - uma simples chamada sem resposta é capaz de pôr em risco a sanidade da gente.
Enquanto isso, vamos as duas procurar um lugar para tomar o café da manhã ante uma avenida Paulista inteira de opções. Mas estou com saudades do Sr. Constantino, local mínimo, modesto, limpo, correto e gostoso. O local é frequentado por homens de negócios, gente simples, mas sobretudo advogados: é comum ver pilhas de processos sobre as duas pequenas bancadas. O atrativo, sem dúvida, é o café.
Chegamos num horário ameno, os trabalhadores já tinham se retirado. Pedimos dois cafés macchiatos, um pão de queijo e meu lanche preferido: pão de forma integral, queijo branco e tomate fresco. O café estava ainda melhor, a torra bem feita elimina aquele travo desagradável que acompanha alguns expressos. Pedimos outro café antes da saída para animar a caminhada.
Manhã seguinte, fazemos o mesmo trajeto, queremos voltar ao Masp para que a Jú admirasse mais uma vez seu quadro preferido para completar seu desenho, passamos em frente ao Sr. Constantino, mas sugeri que fôssemos a outro lugar, sei bem da inconstância da adolescência. Exato em frente ao Masp tem um Starbucks, achei que ela fosse gostar, lembranças estadunidenses, etc. Pedimos dois cafés expressos macchiatos, um pão de queijo, um cookie. Os cafés estavam horríveis, como sempre, aliás. Ali não se toma café, toma-se bebidas calóricas que levam algum café. Arriscar-se na verdade do expresso é sair insatisfeito. O pão de queijo, mais ou menos. Me segurei e optei pelo sorrisinho a desfraldar toda a minha ira contra aquele lugar. Mas o cookie foi a gota a d’água. Como poderia, algo de comer, ter um gosto tão artificial?! Murcho, doce ao extremo, era a antítese de qualquer bolachinha caipira de nata.
- Júlia, joga fora essa porcaria, tá horrível!
- Mãe, se você está em treinamento pra me deixar morar sozinha, me deixa ao menos escolher meu cookie...
- Tá bom, come vai, mas ao menos concorda que tá ruim.
Obs.: O café do sr. Constantino se chama Lanches Unidos da Paulista (franquia do Café Floresta), fica na avenida Paulista, 807 - loja 37.
DICA DA SEMANA
Refrescos
Com esse calor, faço sucos de fruta e gelo, que garantem um certo frescor. Dou a dica de ótimas combinações: 1 caixinha de morangos com ¼ de melancia, gelo a gosto. Rende 3 copos; ½ melão (Rei ou da Redinha) com um punhado de hortelã e muito gelo. Rende 3 copos; 3 Bananas nanicas com 1 maracujá, água e gelo ou 1 kiwi, 1 maçã, 1 copo de água.
Lembrem-se: as frutas batidas sem água ficam incrivelmente cremosas. Você poderá também congelá-las, para isso, convém colocar um pouquinho de açúcar para uma melhor durabilidade.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.