A realidade dos abusos no trânsito


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Quem ainda insiste em dizer que a Polícia Militar é rigorosa nas multas de trânsito, e chega ao exagero de classificar como indústria delas, precisa ir, a qualquer hora do dia ou noite para a rua, com tempo de constatar as barbaridades cometidas, e a maioria delas sem ser flagrada e punida. Esta semana ainda, o Fantástico, da Globo, mostrou reportagem sobre a imprudência de dirigir falando ao celular, depois que o motorista daquele caminhão que derrubou, com sua caçamba, uma passarela no Rio de Janeiro, confessou que falava ao celular. Basta você ficar parado em uma rua ou avenida movimentada e contar quantos motoristas passam nessa mesma situação. Nem é preciso acrescentar que isso distrai e acaba levando a um acidente. A campanha de não dirigir depois de ter bebido ainda é tímida diante de tantas ocorrências registradas. Isso sem contar o excesso de velocidade, avanço nos sinais e manobras perigosas, geralmente praticadas por motoqueiros, que parecem não se importar com a possibilidade de uma queda, corpo ralado no asfalto ou com um membro mutilado. Pior ainda é que pode atingir alguém que nada tem a ver com a sua imprudência. Podíamos nos estender mais em diferentes situações, que abordaremos numa próxima oportunidade. Já passou da hora de ser iniciada uma campanha, bem feita, sem prazo de terminar, no sentido de reeducar motoristas, motoqueiros, ciclistas e pedestres. Se quisermos ver reduzida a assustadora estatística de acidentes no trânsito.

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