Meninos perdidos


| Tempo de leitura: 1 min
As leis brasileiras são brandas para crimes de menores de idade, comparadas às dos Estados Unidos e Inglaterra. Há um ano, o governador de São Paulo propôs alterações nas leis, aumentado punição a adultos envolvidos nos delitos com jovens. Um ano correu, e nada! Enquanto isso, as Universidade de Michigan, Duke e Pittsburgh desenvolvem novo campo científico, a Neurogenética para aprender como genes e processos neurais interagem em bairros perigosos ou pais agressivos, aumentando risco de comportamento anti-social na criança. São consideradas ainda a empatia e a personalidade da criança.
 
Quando criança mente, engana ou rouba, pode se tornar bandida? É essa pergunta que a Neurogenética quer responder analisando como genes, a experiência e o cérebro trabalham para reduzir o risco de que transgressões normais da infância desenvolvam-se em transtornos de conduta na adolescência e maioridade. Transtorno de conduta atinge cerca de 10% da população masculina de baixa renda. Crianças impulsivas tem um risco maior de desenvolver comportamentos anti-sociais se vivem em bairros perigosos.
 
Em um dos estudos querem compreender amígdala que integra o sistema límbico do cérebro, é responsável pelo medo e está associada a comportamento impulsivo e agressivo, bem como desordens de ansiedade e depressão. É moderada pelo ambiente, pelo apoio da família, dos amigos, vizinhos ou profissionais. Estão investigando também criança crueis com animais, se não parece sentir culpa depois de se comportar mal, se é sorrateira, mente, se é egoísta ou não sabe compartilhar, e se não muda comportamento como resultado de punição. Os pais não precisam se desesperar. Podem corrigirem filhos de modo positivo, recompensando bom comportamento.
 
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários