Deus é justo?


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Sendo perfeito, Deus é justo. Cumpre aos seus filhos racionais entenderem o porque de tantas diferenças entre eles. Uns, miseráveis e deficientes, outros, perfeitos e afortunados. A criança nascida em meio à miséria e à violência terá as mesmas possibilidades de progresso moral que outra, nascida em família estável e de bons princípios? 
 
Há justiça nos casos em que irmãos gêmeos iniciam a vida em condições iguais e a terminam de formas tão diferentes? Eis a justiça da reencarnação! 
 
Tivéssemos somente uma vida, e as desigualdades denunciariam ausência de justiça. Filhos de Deus não o somos numa única vida, mas, desde há milênios, e para continuar sendo eternamente.
 
Comparativamente, os pais humanos — espíritos ainda imperfeitos —, nas variadas fases da vida de seus filhos, procuram tratá-los com equidade, preocupados em proporcionar-lhes o melhor possível. Poderia Deus, Suprema Perfeição, proceder de maneira diferente? Aceita a justiça da reencarnação, tudo passa a fazer sentido. A vida dos personagens citados não lhes é única, mas uma das muitas que já tiveram e virão a ter. O processo da evolução — que opera por meio da consciência dos indivíduos — impõe-lhes viver experiências que lhes correspondam, justamente, às anteriormente perpetradas, no uso do livre-arbítrio. É a Lei!
 
Também nós renovamos aos nossos filhos tantas oportunidades quantas se fizerem necessárias, para que aprendam, considerando-lhes capacidade e aptidões, sempre suprindo-lhes as carências, como condição essencial. Assim procedendo, estamos educando, enquanto amamos. 
 
Que ninguém se iluda: uma única vida, em condições desiguais, jamais seria um critério justo a estabelecer, para sempre, o destino de alguém. 
 
Deus é justo e nos quer, todos, em Seu amor infinito. Para isso, garante-nos oportunidades variadas de aprendizado, ainda que muitos, pela sua livre vontade, se demorem pelos caminhos.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 

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