Apresento, de segunda a sexta-feira, 18h30, pela Difusora AM 1030 — disponível também em GCN.net/Difusora — o Jornal da Noite, resumo diário rápido e objetivo dos cenários local, regional, nacional e internacional. O programa foi pensado para dar às pessoas, informações capazes de torná-las, se quiserem, multiplicadoras das ações que temos que empreender para tornar o Brasil o país sério que precisamos.
Em um dos quadros, falamos sobre a insegurança pública e impunidade que definem o Brasil de hoje que políticos insistem em dizer que ‘vai bem, obrigado’.
Se você tirar a vírgula das palavras deles que acabo de citar, compreenderá a armadilha que a forma de falar esconde: ‘o Brasil vai bem obrigado’. A gente é obrigado a tudo, faz que não entende, e esse é o grande problema. Você é obrigado a votar, e ‘macho’, vota em qualquer um só para cumprir a obrigação. Dai, quem você elege sem se preocupar, se manconuna com outros igualmente eleitos e, juntos, produzem as excrescências que se abatem sobre nós, o impedimento a que menores trabalhem; a oportunidade a sabe-se lá quem ‘doar’ dinheiro para mensaleiros pagarem multas que deviam lhes doer na carne e fazê-los perder bens e mordomias regadas a dinheiro público; o descuido com a educação, a saúde pública e tantos outros problemas que esbarram em você a cada dia. São esses que elegemos de qualquer jeito, os responsáveis pela impunidade que desgraça este país! O viés é, ainda, mais enlouquecedor: por causa desses, ai de nós se não abrirmos as portas de nossas casas para bandidos levarem o que suamos para ter, ameaçar a vida dos nossos, nos reduzir a menos que merda, pedir voto...
Das notícias que apresentamos, tentamos tirar lições, completamente centrados em estimular ouvintes a compreenderem o valor de seus votos. Temos que compreender que a insegurança pública que nos pressiona, também pressiona juízes a devolver às ruas, bandidos que as polícias tiram delas. Quem faz a leis são deputados, senadores, vereadores nos quais votamos. Deveríamos acompanhá-los, saber o que fazem, a quem se juntam, que interesses servem, mas não fazemos nada disso! A cada eleição, memória curta, os reelegemos, ou elegemos outros de quem nunca ouvimos falar. Então, os verdadeiros culpados por nossos problemas, somos nós mesmos!
Você precisa saber que a Justiça devolve bandidos à ruas porque leis existentes os obrigam a isso, e isso precisa mudar. Temos que manter nossos eleitos sob estrita guarda, enquadrá-los quando erram, e, até, tirá-los do mandato que lhes concedemos, se os percebermos longe dos valores que apresentaram a nós e não cumpriram. É a única forma de mudar o cenário de bandido solto e você preso em casa, atrás de alarmes, cercas, medo e descrença!
Continuarei martelando o assunto nas edições do Jornal da Noite e também aqui, neste Comércio. Tem eleição este ano, e o tempo urge. Temos que ampliar esse debate, fazer o que chamo de ‘vítimas positivas’ e forjar o Brasil do qual não podemos mais abrir mão. Se você concorda, convença alguém a também deixar de ser vítima de políticos profissionais que só pensam em si, e, por extensão, de bandidos que se locupletam a partir desses... Topa?
BODAS DE PINHO: Fizemos, Lourdinha e eu, 32 anos de casados, dia 6. Neste tempo de relações humanas descartáveis há quem diga que estamos fora de moda, mas não. Estamos vivendo hoje o 11666º (como é que se diz isso?) dia de nossa vida em comum, no que a sociedade humana convencionou chamar de Bodas de Pinho. Cansamo-nos? Nunca. Mesmo nos arriscando a alguns olhares tortos — a sabedoria popular afirma que tem gente com olhar capaz de matar plantas e, até, gente — conto a razão: gostamos de estar juntos. Abraçamo-nos muito. Andamos de mãos dadas seja lá para onde formos. Toque e pele são determinantes, assim como cumplicidade e perdão.
Luiz Neto
jornalista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br
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