Com obras de ampliação e adequação praticamente concluídas, o aeroporto de Franca ganha a torcida de empresários locais e da região para que passe a operar voos regulares. A defesa é pela instalação de uma companhia aérea com saídas principalmente para São Paulo e Brasília, o que favoreceria viagens de negócios e turismo.
O gerente de marketing da Jussara, Messias Castro, disse que se houvesse voos regulares em Franca, a demanda por viagens áreas pela empresa seria maior, assim como os benefícios para os negócios. “Com voos, o acesso à nossa cidade seria facilitado, diminuiria as distâncias e atrairia novos investimentos. Hoje, a falta de um aeroporto ocasiona maior gasto de tempo e dinheiro”. Segundo Castro, representantes da empresa utilizam voos comerciais de duas a três vezes por semana, sendo as demais feitas de carro pelo fato de serem “mais vantajosas e praticamente com a mesma duração, considerando o deslocamento até Ribeirão Preto e o tempo de antecedência para check in”.
Quem também defende a existência de voos comerciais em Franca é o presidente da Cocapec, João Alves de Toledo Filho. Para ele, a ida até o aeroporto de Ribeirão causa transtorno e praticamente inviabiliza o conhecido bate e volta. “Como moro em Pedregulho, preciso sair muito cedo para pegar um voo às 7 horas e quando retorno já estou cansado. Com voos saindo de Franca ganharíamos em tempo e teríamos redução de custos”. Na vinda de palestrantes, técnicos ou visitantes para Franca, é praxe da cooperativa enviar um carro com motorista para busca-los na cidade vizinha. “Com uma companhia aérea operando em Franca o ganho seria imensurável”, enfatizou o presidente da Cocapec.
Acostumado a viajar de avião para feiras e reuniões, o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, defende que além da economia, os voos possibilitariam uma aproximação maior dos empresários do setor com lojistas, importadores e fornecedores e incentivaria o turismo de compras.
O diretor administrativo de uma pousada em Rifaina, Ernani Baraldi, acredita que até mesmo o turismo regional sairia ganhando. “Com uma linha em Franca, eu e outros empresários poderíamos prospectar clientes em dois grandes centros urbanos como São Paulo e Campinas”. Para o gestor do Circuito Nascentes das Gerais (composto por 12 cidades mineiras), Kleyber Silveira, a operação de voos comerciais em Franca alavancaria não só o turismo receptivo, mas também a ida de moradores da região para outros destinos turísticos.
Segundo a assessoria da Azul Linhas Aéreas, uma das principais companhias aéreas cotadas para o operar no aeroporto da cidade, “Franca é um destino em potencial, porém não há definição em relação ao início das operações no município”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.