No ano passado, os francanos vestiram a camisa da campanha em incentivo à doação de medula óssea. O drama enfrentado pela garota Ana Laura Alves Silva, à época com 11 anos, em busca de um doador compatível mobilizou toda cidade e contribuiu para o crescimento no número de cadastro de doadores. Segundo dados divulgados pelo Hemocentro, 3.188 cadastros foram realizados em 2013. Um crescimento de 36,47% em relação a 2012, quando 2.336 pessoas se cadastraram. O bom resultado deve ser comemorado, mas, segundo representantes do Hemocentro, a mobilização não pode parar.
A campanha atingiu seu auge em março do ano passado. Apenas nesse mês, o Hemocentro de Franca registrou 956 cadastros de doadores. Em setembro, com a realização da 1ª Semana Ana Laura de Doação de Medula, os números de doadores atingiram o segundo melhor resultado e chegaram a 493. “Quando surgiu o caso da Ana Laura, quase não se falava de medula óssea na cidade. Esse ano (2013) foi o maior ano até hoje - cadastramos 3.188 pessoas. Estamos no caminho certo, mas temos condição de aumentar ainda mais, porque campo e pessoas para se cadastrarem têm muito em Franca”, disse o captador da comunicação social do Hemocentro, Antônio Jair.
Para Ana Laura, a medula compatível chegou tarde. Depois de mais de um ano e meio lutando, a boa notícia chegou na véspera da morte da garota. Mesmo assim, os familiares da pequena guerreira não desistiram de lutar em prol da conscientização. “O primeiro passo já foi dado por todos nós que ajudamos na campanha. Ela mostrou que juntos conseguiremos bons resultados, mas agora temos que dar continuidade para ajudar e salvar as outras pessoas que necessitam de doação”, disse o pai de Ana Laura, Anderson da Silva.
No final do ano passado, os familiares da garota repassaram R$ 13 mil ao CVSF (Centro de Voluntários da Saúde de Franca), referentes à venda das camisetas da campanha. Segundo, Anderson, além do valor das mil camisetas vendidas, foram repassadas também mais 200 camisetas para os voluntários comercializarem e somarem ao valor repassado, que ajudará na compra de fraldas, alimentos e no trabalho com os pacientes do hospital.
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