O calor excessivo dos últimos dias já está levando alguns municípios a racionar o fornecimento de água. A grave situação dos reservatórios ameaça o abastecimento e somente com a economia é que será possível tentar reverter este quadro. Embora haja em abundância em nosso planeta, a água, essencial para a manutenção da vida, é um recurso finito. O desperdício e o uso irresponsável provocam a sua redução. Uma série de campanhas de conscientização já foi feita, mas aparentemente elas não encontraram ressonância nos que dependem da água em quase todos os aspectos da vida.
Por isso, em defesa da existência da vida em nossa Terra no futuro, precisamos fazer algo imediatamente. Reduzir o desperdício é essencial. Por isso nunca é demais buscar maneiras de consumir racionalmente a água em nosso dia a dia. Reduzir o tempo do banho, evitar o uso de mangueiras para lavar calçadas e carros, não deixar torneiras abertas desnecessariamente e até restringir a lavagem de roupas são passos importantes e pequenos, individualmente, mas que podem se tornar significativos se um grupo cada vez maior de pessoas adotar atitudes assim.
Não se pode, hoje, negligenciar o futuro negro que podemos legar às gerações vindouras. Apesar dos avanços tecnológicos, ainda não se descobriu um substituto para a água. Por isso, nunca foi tão necessário preservar um dos bens mais preciosos para a existência humana. Porque a água não apenas é essencial para o corpo, mas também provê nossas casas e ruas de eletricidade, cujo abastecimento igualmente vem sendo ameaçado por causa do calor e dos baixos reservatórios das hidrelétricas.
As altas temperaturas causam a evaporação do líquido e reduzem a capacidade de geração das usinas. Como a maior parte das geradoras de eletricidade no Brasil depende dos recursos hídricos para funcionar, a falta de chuvas complica ainda mais este processo. Embora neste caso existam alternativas às hidrelétricas, não há ainda uma forma considerada segura, menos cara e poluente para gerar energia elétrica. As instalações nucleares ainda são perigosas e um acidente pode causar tragédias monumentais, como aconteceu em Chernobyl (Rússia), na década de 1980, e mais recentemente em Fukushima (Japão), onde um tsunami prejudicou a instalação e colocou toda a região em perigo.
Já as termoelétricas, além de mais dispendiosas, também requerem recursos finitos para funcionar (combustível ou carvão). O uso da força eólica para a geração de energia é uma saída, mas depende de grandes áreas para gerar eletricidade em volume considerável. Embora a falta de investimentos coloque em risco a geração e distribuição de eletricidade no País, se não buscarmos economizar a água corre-se o risco de ficarmos à mercê de um sistema que pode causar novos apagões, uma vez que os governos federal e estaduais estão deixando a situação seguir para o descontrole total. É bom que cada um faça a sua parte para poder cobrar atenção e responsabilidade dos que foram eleitos. A estes cabe também buscar soluções para evitar uma situação preocupante como a que vivemos neste momento.
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