A memória é o elemento de fundamentação da identidade cultural, tanto de instituições quanto dos próprios indivíduos. Por isso, a necessidade de sua preservação. Não significa se prender ao passado, mas guardar vínculo com as raízes. Recordar os 50 anos do CIEE significa relembrar de história que beneficia 13 milhões de jovens encaminhados à atividade laboral.
Nasceu com a vontade do empresariado e educadores paulistas de criar mecanismo que propiciasse capacitar e inserir o jovem no mercado de trabalho. Entendiam que, para mudar os rumos de um país, era necessário começar pela educação da juventude. O empresário Mario Amato, ex-presidente da Fiesp e um dos fundadores, dizia que seria a juventude que poderia alterar hábitos e costumes, e por meio da educação, edificaria uma nova nação.
O entidade, hoje, está presente em todas as principais cidades de todos os Estados, comprovando o sucesso da empreitada. Hoje, com o aumento da demanda do Programa Aprendiz Legal, que já conta com 65 mil jovens em capacitação em empresas por todo o país, e com o crescimento gradual de oportunidades de estágio para estudantes dos ensinos médio, técnico, tecnológico e da graduação, expande-se para atender às necessidade do mercado e dos jovens mais carentes. Programas gratuitos como o de Educação à Distância — mais de 2,3 milhões de matrículas, desde 2005; desenvolvimento estudantil e profissional; orientação e informação profissional; cursinhos pré-vestibulares; cursos de informática e TI; alfabetização e suplência para adultos; e capacitação para pessoas com deficiência mostram sua preocupação, como entidade de assistência social, que amplia seu foco de atuação pensando sempre em melhorar a empregabilidade de jovens frente à complexidade das exigências da vida moderna.
Luiz Gonzaga Bertelli
Presidente do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), diretor da Fiesp
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