Banco x cliente


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Os novos tempos têm feito com que as instituições bancárias estabeleçam, entre elas, uma acirrada competição, tudo visando conquistar novos clientes, e, por vários meios, continuar fidelizando os  antigos. 
 
Nessa nova vereda a que os bancos se viram obrigados a percorrer, a sociedade de consumo vem assistindo à criação de agências personalizadas, faraônicas, com grande espaço físico, decoração requintada, além de tratamento que se convencionou chamar de ‘vip’.
 
Acontece que, a meu sentir, qualquer pesquisa realizada junto ao consumidor bancário, certamente constatará que o que mais conta para a maioria, coincidindo sobre o que mais  almeja de seu banco, são tarifas e juros menores, soluções mais rápidas para os seus legítimos pleitos, abster-se de vendas casadas de produtos e serviços e da cobrança de juros sobre juros, prática condenada do anatocismo, tanto pela doutrina como pela jurisprudência. Enfim, absoluto respeito ao consideram seus mais básicos direitos. 
 
Talvez uma minoria é que apontará como diferencial, para a escolha do seu banco, a disponibilidade de cheques personalizados, a qualidade do lanche ou do café que lhe são servidos quando vai desloca à agência que o atende,  pois, há que se reconhecer e respeitar o fato de que alguns gostam de ser ‘paparicados’, mesmo que os seus direitos fundamentais de consumidor não estejam sendo reconhecidos.
 
O interessante é que alguns se esquecem que nos novos tempos, com o uso crescente da internet, a ida do cliente à agência bancária é cada vez menos necessária, pois quase tudo pode ser feito no recôndito do lar e no horário que for mais conveniente. 
 
Há poucos dias, ouvi de um amigo o seguinte comentário, em momento de desabafo, decorrente de um mau atendimento: ‘o meu banco, por fora bela viola, por dentro pão bolorento’. 
 
Trata-se de ditado muito usado em Minas Gerais, para definir quem vive de aparências. 
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca.
 

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