Se você tem boa memória, vai se lembrar de que janeiro deriva de Janus, aquele deus que tinha duas caras em um só corpo: uma face olhava para trás, a outra para frente. Ou seja, ele olhava o ano que tinha acabado e saudava o ano que estava chegando. Janus também era o deus das portas.
Fevereiro está ligado a uma deusa, Februa. Em latim, o nome das festas dedicadas a Februa neste período do ano se chamavam Februarius. Februa era a deusa das purificações. Durante as festas em sua honra, era costume imolarem-se animais em sacrifícios e usar água para limpar as cidades de todo o mal.
Fevereiro, como janeiro, não existia no primitivo calendário. Estes dois meses foram acrescentados com a reforma de Numa Pompílio, o segundo rei de Roma. Fevereiro era simbolizado por uma figura vestida de azul com uma ave aquática na mão e um vaso transbordante de água na cabeça. Como todos sabem, a água, na maioria das culturas, está associada à purificação. E jogando água uns nos outros, lavando fachadas, limpando estátuas, os romanos acabavam também brincando nas festas de Februa.
Ou seja, faziam um tipo de Carnaval bem simplificado em relação ao nosso.
As festas de Februa aconteciam no inverno, tempo em que todos sofriam com o frio e esperavam por uma linda primavera. No hemisfério norte, o inverno termina ao mesmo tempo em que acaba o nosso verão. Era então também para preparar a chegada da mais florida estação do ano que os romanos participavam das cerimônias chamadas Februarius.
Aqui já falamos que as palavras, como os seres humanos, vão se modificando com o passar do tempo. Com Februarius aconteceu isso. Foi se transformando até virar Fevereiro em nossa língua; Février em francês; Febrero em espanhol. O estudo da mudança das palavras ao longo do tempo se chama etimologia.
Februarius foi se transformado em:
Février em Francês
Febrero em Espanhol
Fevereiro em Português
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