Prefeito Alexandre segue sem líder na Câmara Municipal


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Cotado para assumir liderança, do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) na Câmara, o vereador Marco Garcia (PPS) diz que governo precisa sustentar o que promete
Cotado para assumir liderança, do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) na Câmara, o vereador Marco Garcia (PPS) diz que governo precisa sustentar o que promete
Precisa-se de um vereador para liderar o governo municipal. Se alguém se interessar, deve entrar em contato com a Prefeitura e falar com Alexandre Ferreira (PSDB). A Câmara realizará a primeira sessão ordinária do ano nesta terça-feira. Num fato inédito, a administração não terá um líder para defender os projetos do prefeito e orientar a base de apoio na condução das votações. Com a renúncia de Adérmis Marini (PSDB), que ocupou o cargo em 2013, o posto ficou vago. É como uma batata quente: ninguém quer pegar.
 
Logo no segundo ano de seu governo, Alexandre passará por uma situação não verificada durante os dois mandatos do “governo anterior”, como ele se refere a Sidnei Rocha (PSDB). Por oito anos seguidos, Jépy Pereira (PSDB) foi o líder do ex-prefeito. Com menos de um ano, Adérmis já havia colocado o cargo à disposição. Na sexta-feira, 31, ele anunciou o seu afastamento da liderança. 
 
O vereador prometeu fazer um pronunciamento hoje na tribuna para explicar os motivos pelos quais ele se recusou a continuar no cargo. Adérmis estava descontente com o tratamento recebido. Mesmo na condição de líder, tinha dificuldades em conseguir audiência com Alexandre. Parte dos seus pedidos só foi atendida quando decidiu deixar o cargo. 
 
A gota d’água foi o fato de o prefeito não ter cumprido a promessa de enviar para a Câmara o projeto que autorizava a Prefeitura a comprar um prédio para servir como depósito de merenda. A aquisição foi feita por decreto, o que Adérmis avaliou como um “desrespeito” aos vereadores.
 
A dificuldade em repor o cargo, normalmente disputado pela exposição que confere, dá uma dimensão da falta de habilidade política do chefe do poder Executivo. O prefeito enfrenta processo de isolamento por causa da maneira centralizadora que controla o governo e pela pouca disposição em cumprir acordos. “Não fui convidado, mas acho que vai ser difícil alguém aceitar. A administração precisa mudar a maneira de agir e nos passar confiança. Se falar uma coisa e depois não sustentar, fica difícil”, afirmou o vereador Marco Garcia (PPS), que é a principal aposta de Alexandre para assumir a liderança.
 
Laercinho (PP), cotado como o plano B do governo, já avisou que está fora. “Continuarei apoiando os projetos positivos, mas não assumirei o abacaxi de liderar. Além de ter me sentido enganado no episódio da compra do prédio, estou insatisfeito com o prefeito que não tem atendido às minhas reivindicações.”
 

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