Eu estava lá, junto ao falecido Eduardo Meneghetti, fazendo cobertura para o jornal alternativo Labuta. Foi memorável ver alguém falar destemidamente tudo aquilo que a gente tinha vontade de gritar nas ruas. foi uma conversa, como o próprio Lula gostava de dizer, e não um discurso. Só não concordo quando o articulista diz que os anos de chumbo não mais existiam. Quem trabalhava em fábrica aqui sabe que a coisa ainda era muito feia para quem não era pelego. (...) Felizmente, hoje, vive-se democracia razoável, pena que ainda comandada pelo poder econômico e pela mídia. Mais incrível é conhecer gente que teimam em acreditar que não houve ditadura no país. Sentem saudade dos militares — ‘puseram ordem no país e acabaram com a corrupção... Confundem mordaça com austeridade. São os eternos dependentes de salvadores da pátria. (Leia Gazetilha, do jornalista Corrêa Neves Júnior em http:/ /www.gcn.net .br/noticia /240040/opiniao/2014/02/gazetinha-um-salto-e-tanto-nos-ultimos-33-veroes).
Mirto Felipin
Franca - SP
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