Farejador: Com ajuda de Roque, prisões por tráfico aumentam 25%


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Policial Fábio Luiz Guimarães segura Roque, uma das ‘armas’ da delegacia no combate às drogas
Policial Fábio Luiz Guimarães segura Roque, uma das ‘armas’ da delegacia no combate às drogas
Diferentemente dos outros 13 investigadores que compõem o quadro da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Franca, Roque não sabe ler e possui uma capacidade mental bem aquém que a de qualquer ser humano. Apesar dessas desvantagens, o faro desse pastor belga malinois é essencial aos investigadores quando eles procuram drogas nos lugares mais inusitados. 
 
De acordo com o delegado Djalma Batista Donizete, esse cachorro, que está em Franca há pouco mais de um ano, juntamente com o trabalho dos agentes da unidade, além das denúncias feitas pela população, foi fundamental na prisão de 662 pessoas por tráfico de drogas ao longo de 2013. Isso representa um aumento de 25,8% em relação ao número de prisões efetuadas em 2012, ou seja, 526. O animal tem dois anos e hoje vai a todas as batidas da delegacia.
 
“Temos uma equipe coesa e que trabalha junto há um bom tempo. É graças a essa união e aos esforços individuais que os bons resultados aparecem”, disse Djalma. “Esse número demonstra que estamos em campo e trabalhando com afinco contra essas pessoas que trazem tantos males para as famílias francanas”, comentou o policial.
 
Apesar de celebrar o aumento nas prisões, o delegado ressaltou que esses dados também revelam algumas características na luta contra os entorpecentes, que, nas palavras dele, é como “secar gelo”. “Por haver muitos traficantes, certamente existem também muitos usuários. Isso nos leva a crer que a juventude está caindo no mundo do vício. Isso é preocupante”, analisou Djalma. “Para mudarmos esse cenário é preciso resgatarmos valores, principalmente familiares, e também a educação. A juventude precisa entender que a satisfação provisória que a droga dá passa rápido e o que sobra é a depressão. A droga deteriora a própria vida e o dia de uma família”.
 
O delegado insiste na participação da população. “Vendo uma movimentação estranha onde tudo indica que está havendo venda de drogas, a população precisa denunciar. Não queremos saber quem é o denunciante, mas saber onde a droga está”, ressaltou. As denúncias podem ser feitas através do  telefone 0800-9410161. 

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