Semana retrasada, no aniversário da capital paulista, emissoras de TV mostraram o vídeo da estrondosa manifestação popular, que completou 30 anos, exigindo as “Diretas Já”, o que abriu caminho para a eleição do Presidente da República com voto popular. Agora o panorama é diferente, com liberdade de manifestação e direito consagrado de voto. No ano passado, quando o País voltou a se manifestar nas ruas, protestando contra a onda de corrupção, custo de vida, violência, lembrei-me daquelas centenas de milhares de brasileiros nas ruas em todo o País, especialmente naquele comício em São Paulo, unindo líderes de diferentes facções políticas, num só grito de protesto, senti que muita coisa podia mudar. Naquela primeira grande passeata, de forma vibrante, porém pacífica, até me arrepiei e quando vi, já estava no meio do povo, acompanhando a caminhada até o viaduto que havia sido inaugurado, onde terminou a manifestação. Protestos semelhantes eram vistos por todo Brasil. Mas, infelizmente, começaram a se infiltrar baderneiros, quebrando vitrines, incendiando ônibus, estourando caixas de bancos, acabando por tirar muito do brilho das manifestações. Há quem acredite que essa infeliz interferência pode ter sido planejada com o intuito de desacreditar o movimento popular. Seja lá como for, vamos combinar: Este ano teremos eleições importantes, de deputados a Presidente da República, então, podemos protestar da maneira que mais atinge os políticos: através do voto analisado e consciente.
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