Cientistas descobriram que jovens sem um homem adulto perto, são propensos ao crime. Cerca de 36% deles têm mais chance de cometer crimes. Também concluíram pela pesquisa, que comportamento violento de jovens entre 10 e 24 anos se dão mais entre quem não têm segundo grau completo.
Trata-se do primeiro estudo a mostrar associação entre ausência de homem adulto na vida dos jovens, e violência na adolescência. A ausência do pai é fator de risco e alerta para autoridades, já que a ausência do pais se dá também por perda de emprego, morte ou prisão. Os cientistas utilizaram dados da polícia para calcular taxas médias mensais de assalto e comparou com dados sociodemográficos dos Estados Unidos.
Em outra pesquisa da mesma universidade, descobriu-se que, mesmo ausente, o pai desenvolve importante ação contra violência juvenil. O estudo foi realizado dentro do Programa Pais e Filhos, cujo objetivo é melhorar a confiança e as habilidades de pais não residentes para prevenir comportamentos violentos de jovens. Melhorou a capacidade dos pais que não residem com filhos, para conversar sobre assuntos sensíveis, como iniciação sexual precoce e comportamentos violentos durante infância e pré-adolescência. Após o ‘treinamento’ dos pais, os cientistas observaram que comportamentos de risco e agressivos diminuíram. Acredita-se que o envolvimento do pai cria consciência e ligação positivas.
O programa é iniciativa do Centro de Prevenção de Violência Juvenil da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan. Abrangeu 287 famílias (pai e filho que moravam em casas separadas e em regiões com alta criminalidade e violência), e, 56% dos pais disseram que não tinham dinheiro suficiente para sobreviver. Essa experiência deveria mover autoridades municipais em áreas com histórico de violência juvenil.
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista do INPI (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
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