O interesse nacional


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Os devaneios ideológicos do Partido dos Trabalhadores imprimem à política externa brasileira uma fraqueza raramente vista na história do Brasil. Caracteriza-se por postura pouco pragmática e orientada pela lógica tosca da militância partidária, refratária a alianças e acordos mais vantajosos com países desenvolvidos, em benefício de parceiros economicamente débeis, mas ideologicamente alinhados. Na política doméstica, forças econômicas e sociais que sustentam o país de longa data já não toleram tanto lenga-lenga ideológico, e já se contesta o modelo do velho PT. O país escolheu modernizar-se e desenvolver-se. Aliás, é inconteste: na famosa ‘Carta aos Brasileiros’, Lula assinou o atestado de óbito das empoeiradas práticas e ideias do velho PT, e que, para o bem do Brasil, o partido nunca conseguiu colocar em prática. 
 
É no plano da política externa, distante de olhares críticos e fiscalizadores da sociedade que o PT releva sua face mais ideológica e anacrônica com a celebração do atraso: o BNDES auxiliou a construção de porto cubano, destinando pouco mais de 1 bilhão de reais do dinheiro público brasileiro àquele país, enquanto nossos portos padecem de infra-estrutura, comprometendo nossa competitividade. Além desse ‘investimento’ irracional, em que pese a necessidade da destinação de médicos ao norte e nordeste, a opção por profissionais cubanos ajudar a encher os cofres daquele regime autoritário. Ou seja: é o fracasso da política nacional de saúde ajudando o governo ditatorial dos irmãos Castro.
 
Percebemos que Dilma, ao doar nosso dinheiro para Cuba, salda compromissos históricos e ideológicos do PT com Cuba. Para frear, é preciso que opositores tenham a ousadia e coragem de condenar, fortalecendo a certeza de que os interesses de um partido temporiamente no poder, não podem estar acima dos reais interesses nacionais. 
 
Leonardo Queiroz Leite
Mestrando em Ciência Política pela Universidade Federal de São Carlos

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