Os números e as culturas


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 Outros, como 10 e 60, servem de base  para cálculos
Outros, como 10 e 60, servem de base para cálculos
O 7 é considerado o número que traz mais sorte porque está associado à quantidade de dias que, segundo a Bíblia, foram  necessários a Deus para criar o mundo. No Oriente é também especial e no dia 7 de janeiro os japoneses comem mingau de arroz com sete ervas, para terem sorte.  Os chineses adoram o 8, símbolo da perfeição e sinônimo de prosperidade. Placas de carro com número 8 custam bem mais na China.  
 
Já o 13 está relacionado à crença segundo a qual na última ceia de Cristo havia 13 pessoas à mesa, sendo a décima-terceira o traidor, Judas. Outra  lenda nórdica cita Lóki, espírito do Mal, como aquele que se juntou a doze convidados num banquete, causando grande confusão. Ah, essa você deve saber: nos EUA, é comum não haver nos elevadores o número 13. O correspondente no Japão é o número 4. O motivo é que o seu som naquela língua lembra a palavra morte. Então, quase não há elevadores com  indicação dos andares 4, 14 e 24. No lugar flores e outros símbolos. 
 
Na Itália é o 17 que simboliza azar. Os antigos escreviam  em algarismos romanos e o número ficava assim: VIXI, que em latim tinha o sentido de “Eu vivi”. Como este verbo no passado significava morte, a superstição pegou e se alastrou. E de tal forma que em nosso tempo o carro francês R17 virou R177 para os italianos.
 
Fora deste contexto de influências, o 10 é  superimportante porque serve de base para cálculos. Tudo começou com o olhar do homem sobre suas mãos: dez dedos, a forma mais rápida e eficiente de fazer cálculos. Milhões de seres humanos desenvolveram o sistema decimal. Mas não todo o mundo. Em muitas regiões da África e da Oceania a base é o 5: contam  a partir de uma única mão. Outro número de grande importância na nossa vida é o sessenta. Ele é usado no cálculo do tempo: 1 minuto tem 60 segundos e 1 hora tem 60 minutos. 

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