Sapateiros decretam estado de greve por reajuste salarial de 15%


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Os cerca de 200 trabalhadores presentes à assembleia foram unânimes quanto à rejeição da proposta apresentada e quanto à aprovação do estado de greve
Os cerca de 200 trabalhadores presentes à assembleia foram unânimes quanto à rejeição da proposta apresentada e quanto à aprovação do estado de greve
Os sapateiros de Franca declararam estado de greve na tarde de ontem, 28, em assembleia realizada na praça Sabino Loureiro, na Estação. A categoria não aceitou a proposta de aumento salarial de 6,77% feita pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) em reunião realizada com o Sindicato dos Sapateiros, ontem pela manhã.
 
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 15%, o que elevaria o piso salarial para R$ 950. O aumento proposto pela classe patronal subiria o atual piso, que é de R$ 821, para R$ 877. 
 
Além disso, os sapateiros querem cesta básica de R$ 100; PLR (Participação nos Lucros e Resultados) sobre 150 horas e não sobre 98, como é feito atualmente; redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais; adicional noturno de 25% sobre a hora trabalhada; dentre outros pedidos.
 
Unânimes 
Os cerca de 200 trabalhadores presentes foram unânimes quanto à rejeição da proposta apresentada e quanto à aprovação do estado de greve. Essa situação pode durar até 72 horas quando os trabalhadores ameaçam cruza os braços, caso não aceitem nenhum novo acordo nesse período. 
 
Segundo o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Fábio Cândido, a partir de amanhã o órgão percorrerá as fábricas calçadistas da cidade. “A proposta é absurda. Não chega nem a 7%. Vamos nas portas das fábricas mobilizar sapateiros e patrões para que possamos conseguir o que é digno sem ter que entrar em greve de fato”, disse Cândido. 
 
Maria Inês de Faria é sapateira há 29 anos e aprova a decisão de entrar em estado de greve.“Você comprou pão de manhã? Comprou leite? Viu para quanto foi o preço do material escolar? Está tudo muito caro. Não tem como aceitar esses pouco mais de 6%. Se for pra entrar em greve eu entro” disse. 
 
Patrões quietos
O Sindifranca não quis comentar a reunião realizada com o Sindicato dos Sapateiros. A assessoria de imprensa da entidade disse que irá esperar até o final das negociações para se pronunciar sobre o assunto.
 
Segundo Cândido, a próxima reunião entre representantes de empregados e de patrões está prevista para acontecer no dia três de fevereiro.
 
No ano passado, cerca de oito mil sapateiros, de 12 fábricas de Franca, entraram em greve por uma semana.

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