O Centro Pop (Centro Especializado para População em Situação de Rua) continua sendo alvo de frequentes polêmicas. Na manhã de ontem, uma nova confusão entre os usuários do local só terminou após a intervenção da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal. Como consequência da briga, o atendimento na casa alugada pela Prefeitura para receber os moradores de rua foi suspenso.
A briga assustou, mais uma vez, as pessoas que moram ou possuem estabelecimentos comerciais próximo ao local, na avenida Hélio Palermo. Segundo o gerente Erick Gonçalves, os funcionários da loja onde trabalha foram surpreendidos assim que abriram as portas. Um dos moradores de rua envolvido na confusão entrou no estabelecimento para se esconder. “(...) Abrimos as portas e ele entrou machucado, sangrando. Deixamos ficar, porque os outros estavam aqui fora para pegar ele e chamamos a polícia, mas quando foi mais ou menos 8h20 voltou a ter mais tumulto. Eles davam pedradas no outro, mesmo com a presença dos policiais.”
Segundo o gerente, a confusão foi além da briga em frente ao Centro Pop. “Ele (o morador de rua agredido) não falou o motivo da briga, disse apenas que vinham brigando desde lá de cima. Parece que quebraram até um posto de gasolina da avenida e jogaram um outro morador no córrego. Todo mundo ficou muito assustado.”
A maioria dos vizinhos, receosos com a reação dos moradores de rua, preferiu observar a confusão de longe. “Cheguei para trabalhar, por volta das 7h40, e tinha seis viaturas na porta da loja. Logo em seguida, chegaram mais quatro, mas até agora ainda não entendemos o que aconteceu. Só sei que a bagunça foi grande”, disse o funcionário de uma loja vizinha do local.
Outro lado
O Comércio entrou em contato com a secretária de Ação Social, Gislaine Peres, para comentar o caso, mas ela pediu para contatar a Secretaria porque está em férias. No órgão, a reportagem foi informada que o caso seria comentado apenas através da assessoria da Prefeitura.
Em nota, a assessoria informou que a decisão de interromper o expediente público do Centro Pop ontem foi tomada “após a ocorrência de desentendimento entre alguns moradores em situação de rua, nas imediações da unidade, cujas providências foram tomadas pelas autoridades policiais”. A assessoria disse ainda que a suspensão do expediente teve caráter preventivo e hoje o atendimento será normal.
Medo antigo
O Centro Pop virou alvo de reclamações dos moradores e comerciantes das imediações da avenida Hélio Palermo desde que foi inaugurado, em setembro do ano passado. De acordo com os vizinhos, mesmo após o fechamento do órgão, os mendigos permanecem abordando consumidores, pedestres e motoristas. Na maioria das vezes, aqueles que não “colaboram” são ameaçados.
Moradores e comerciantes querem a mudança do Centro Pop de local, para isso, organizaram um abaixo-assinado que circula desde 18 de dezembro e deve ser entregue esta semana.
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