Sapateiro foi assassinado e jogado nas águas de rio


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Maicon Henrique de Castro, 27, foi assassinado
Maicon Henrique de Castro, 27, foi assassinado
O sapateiro Maicom Henrique de Castro, 27, localizado no dia 2 de janeiro às margens do rio Grande, em Sacramento (MG), não morreu afogado. Laudo assinado pelo médico legista Luciano Oliveira, do IML (Instituto Médico Legal) de Araxá (MG) atesta que a vítima estava morta antes de atingir as águas do Grande. Castro teria sido estrangulado. Dois amigos que estavam com ele na virada do ano estão presos temporariamente. A Polícia Civil de Sacramento, onde a ocorrência foi registrada, procura três mulheres que participaram com o trio de uma festa em um rancho em Rifaina, local onde ocorreu o crime.
 
Arrolados, no início das investigações como testemunhas, o recepcionista JAJ, 27, do City Petrópolis, e o pintor LHS, 25, do Jardim Redentor, afirmaram à polícia que Castro, que morava na Vila Santa Terezinha, teria saltado da ponte entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais. 
 
Os fatos ocorreram na madrugada do dia 1º de janeiro, durante as comemorações pela passagem de ano. Ele caiu nas águas e desapareceu, segundo os amigos. O corpo foi localizado no dia seguinte, às margens do rio Grande, em Sacramento.
 
O delegado Rafael Jorge, da Delegacia de Polícia Civil mineira, assumiu a investigação. Com o laudo do IML em mãos, ele solicitou e viu decretada a prisão temporária da recepcionista e do pintor. “O laudo descarta a hipótese de afogamento e atesta que a vítima foi morta por asfixia mecânica, compatível com estrangulamento”, disse Jorge. 
 
Com o apoio de duas equipes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca e do delegado Márcio Garcia Murari, Jorge esteve em Franca na última segunda-feira e cumpriu os mandados de prisão.
 
“Eles foram ouvidos, insistiram em dizer que foi afogamento e que o laudo do IML estaria errado. Mas há muitas divergências nos interrogatórios”, afirmou Jorge. Uma das “divergências” citadas pelo delegado se refere à Polícia Militar de Rifaina. “Os dois afirmaram que  comunicaram a PM de Rifaina no dia dos fatos, mas não há registro de solicitação de afogamento naquela data”, explicou. 
 
Os presos declararam que estavam com a vítima e três garotas no rancho em Rifaina na virada de ano. O grupo teria consumido grande quantidade de cocaína e bebidas. 
 
“Era uma festa, como eles mesmos declararam, regrada a drogas, bebidas e sexo. A hipótese mais provável é que a vítima tenha sido morta por divergências no compartilhamento das drogas”, disse o delegado de Sacramento, que não descarta o pedido de prisão preventiva da dupla até a próxima sexta-feira, quando vence o prazo da temporária.
 
A família 
Segundo familiares, Castro e os amigos sempre passaram as festas de virada de ano reunidos em um rancho em Rifaina. “Era uma tradição”, afirmou um tia por ocasião do sepultamento do sobrinho no dia 3 de janeiro. 
 
O grupo saía de Franca no dia seguinte ao Natal e retornava na tarde do dia 1º de janeiro. Neste ano, tudo se repetiu, mas sem um dos integrantes do grupo. 
 
Clique na imagem para ampliar:
1 - Maicon Castro festeja passagem de ano em Rifaina
2 - Na madrugada, sapateiro teri sido estrangulado
3 - À polícia, amigos disseram que ele pulou da ponte
4 - Laudo descartou afogamento e dois foram presos

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