Os paulistanos estão vivendo um verão relativamente tranquilo em relação ao trânsito. No período de férias, sempre diminui a quantidade de veículos em circulação, mas normalmente são potencializados os transtornos devido à ocorrência de chuvas fortes. Este ano é diferente. Não há tempestades e, por consequência, não há queda de energia nos semáforos e não ocorrem congestionamentos. Esse é o lado positivo da história. O negativo é que o sistema de abastecimento de água da Grande São Paulo dá sinais de escassez. Ontem, o Sistema Cantareira, a principal fonte de fornecimento da região, estava com apenas 22,9% de sua capacidade, o menor nível em dez anos. O motivo: falta de chuvas. Na mesma data em janeiro de 2011, o nível era de 94,3%; em 2012, era de 74,8% e em 2013, 52,3%. A Sabesp emitiu comunicado qualificando a situação de “preocupante”.
Os números indicam que se São Pedro não abrir as torneiras nas próximas semanas ou meses, a população poderá enfrentar racionamento. Em 2013, foram registrados apenas 1.090 milímetros de chuva nas quatro represas, enquanto a média histórica anual é 50% acima disso. Mês passado foi o pior dezembro desde que a medição começou a ser feita, há 84 anos. E janeiro segue na mesma toada: normalmente as chuvas chegam a 300 milímetros no mês, mas o índice estava em 81 milímetros no dia 22.
Durante a estiagem (abril a setembro), a água estocada no verão é utilizada para abastecer a população. O período chuvoso, que enche as represas, vai de outubro a março. A reserva estratégica equivale a uma caixa d’água gigantesca: as represas podem armazenar quase 1 trilhão de litros de água. Mas é preciso contar com as chuvas regulares, que desde outubro não estão acontecendo. As temperaturas estão 5% acima da média histórica em janeiro e com isso o consumo de água acaba se mantendo em nível elevado o dia todo. As chuvas são necessárias nas áreas próximas às represas. Segundo os técnicos da Sabesp, não adianta chover forte na cidade de São Paulo, pois não há como represar a água. E não existe espaço para criar uma outra represa na capital semelhante à de Guarapiranga.
Nova linguagem: Prepare-se para ler e ouvir mais vezes esta expressão: “internet das coisas”. Trata-se da comunicação entre máquinas. A ficção começa a se tornar realidade. Uma das aplicações da nova tecnologia é acionar as luzes de uma residência à distância. “A internet das coisas é de grande futuro e promissora”, afirmou Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica Vivo, durante evento de inovação que está sendo realizado nesta semana na capital.
Riscos do narguilé: No Brasil, pelo menos 300 mil pessoas fumam o narguilé de acordo com o IBGE, 40% jovens de até 24 anos de idade. Trata-se de um instrumento de origem oriental que queima tabaco com diversos aromas e pode ser fumado por várias pessoas num mesmo cachimbo. Na capital e muitas das cidades do Interior Paulista, rodadas de narguilé podem ser vistas em bares, praças e baladas. Segundo especialistas, é 450 vezes mais perigoso do que o cigarro. “Ainda é muito comum acreditar que o narguilé não afeta o organismo, por isso que há tantos adolescentes consumidores”, afirma o pneumologista Mauro Sérgio Kreibich.
Pedágio mais justo: Projeto de Lei do Senado quer definir o valor do pedágio de acordo com a distância percorrida pelo usuário da via, como na Europa. O objetivo é acabar com a injustiça com aqueles que percorrem poucos quilômetros dentro de uma estrada, mas pagam o mesmo total que os motoristas usuários de todo o percurso. Segundo a proposta, os motoristas pagariam um valor proporcional à distância percorrida. A tecnologia para o controle de percursos já existe, falta apenas ser viabilizada.
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br
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