Família de aposentado morto no Castelinho contesta laudo de IML


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Corpo de Diego Jimenez Pineda, 64, foi sepultado ontem no cemitério Jardim das Oliveiras
Corpo de Diego Jimenez Pineda, 64, foi sepultado ontem no cemitério Jardim das Oliveiras
A família do pedreiro aposentado, Diego Jimenez Pineda, 64, que morreu no último domingo, 26, após passar mal na piscina do clube Castelinho em Franca, contestou ontem o atestado de óbito emitido pelo IML (Instituto Médico Legal). Segundo o laudo, as causas da morte foram anemia profunda, fratura de arco costal posterior (fratura das costelas), perfuração hepática (perfuração do fígado) e obesidade.
 
O incidente aconteceu no domingo, por volta das 12h30. Pineda comemorava o aniversário de uma nora junto de familiares em um quiosque do clube, quando resolveu entrar na água. Por já ter sofrido um derrame e ser portador de Mal de Parkinson, ele ficou na parte rasa da piscina enquanto um dos filhos subiu no toboágua. “Meu pai estava bem, não sentia nada. Subi no escorregador e ele ficou vendo, mas quando desci, me falaram que ele estava de bruços na água. Quando cheguei para ver, ele já estava roxo”, disse o filho Robson da Silva Jimenez.
 
A família afirma que o aposentado não se afogou acredita que ele tenha sofrido um infarto, porém não tiveram a confirmação no atestado de óbito entregue pelo IML. “Se fosse afogamento ou mesmo infarto a gente compreenderia, mas falar que ele estava obeso e com a anemia não dá para aceitar”, disse o filho.
 
O cunhado de Pineda, Jorge Divino Fernandes, nega os diagnósticos de anemia e obesidade. “Ele não tinha esses problemas, apenas estava com início de Parkinson e havia sofrido um derrame fazia algum tempo”.
 
Além da indignação por não saber a real causa da morte, parentes da vítima também reclamaram do socorro prestado ao pedreiro. Segundo Nilza Ataide de Souza, comadre de Pineda e que estava no clube, durante o incidente não havia salva vidas ao redor da piscina e o aposentado precisou ser retirado da área por meio de uma abertura no cercado, em razão da falta de uma saída de emergência. “Quem tirou ele da água foi o filho com ajuda de outras pessoas”. O diretor social do clube Castelinho, Luiz Bovério, negou negligência no atendimento prestado e disse que o clube possui cinco salva vidas e uma médica de plantão. 
 

Familiares e amigos durante sepultamento do pedreiro aposentado Diego Pineda

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