Mortes em acidente abalam Pedregulho


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Cerca de 200 pessoas acompanharam o enterro dos irmãos Walison e João Vitor na noite de domingo, no cemitério de Pedregulho
Cerca de 200 pessoas acompanharam o enterro dos irmãos Walison e João Vitor na noite de domingo, no cemitério de Pedregulho
Apenas dois metros separavam os caixões brancos dos dois irmãos mortos em um acidente entre uma Parati e um caminhão, na noite de sábado, 25, na rodovia Cândido Portinari. Os corpos de João Vitor Oliveira Machado, 7, e Walison Rodrigues Oliveira, 15, foram velados sob muita comoção por pouco mais de três horas no Municipal de Pedregulho. Na sala ao lado estava o corpo da terceira vítima, o funcionário público Jorge de Paula Antoniete, 35, que dirigia o carro na hora do acidente. Outras três pessoas sobreviveram à tragédia: a mãe das crianças mortas, Lucilaine Aparecida Oliveira, 32, a filha dela Ana Lívia de Oliveira Carvalho, 10, e a mulher do motorista Vânia Aparecida Fagundes, 40. A tragédia abalou a cidade de Pedregulho.
 
Centenas de pessoas passaram pelo velório. “Foi uma tragédia. Morrer dois irmãos assim, tão novos, com a vida inteira pela frente... Posso imaginar a dor dessa mãe”, disse a aposentada Gercina Silva Moreto.
 
A mãe dos garotos esteve no velório, mas pouco ficou ao lado dos caixões dos filhos. Segundo familiares, ela havia sido medicada com calmantes e analgésicos. “Ela reclama de muitas dores nas costas”, disse sua irmã Luana Oliveira.
 
Emocionado, o pai de João Vitor, Hélio dos Santos Carvalho, ficou o tempo todo no velório. Por diversas vezes se aproximou do caixão do filho de apenas 7 anos e, vomo não conseguia conter as lágrimas, era retirado do local por parentes. Hélio também chorou ao velar o corpo de Walison. O pai do adolescente, de outro relacionamento de Lucilaine, também esteve no velório.
 
Os sepultamentos aconteceram no cemitério de Pedregulho, no início da noite de domingo. Jorge foi enterrado às 18 horas. Às 19h07, os corpos dos dois irmãos foram carregados por amigos e familiares para o cemitério. Cerca de 200 pessoas acompanharam o sepultamento dos menores. A mãe deles preferiu aguardar em uma sala reservada no velório. “A ‘Laine’ está muito abalada. Ela disse que não viu o que aconteceu. Só um clarão e os filhos mortos. A dor dela é muito grande”, disse sua irmã Luana.
 
Para ajudar a mãe no sustento da casa, Walison, o filho mais velho de Lucilaine tinha começado a trabalhar como ajudante em uma oficina havia pouco mais de um mês. Ao receber o primeiro salário, disse à tia que gostaria de ir a Franca comprar roupas novas para ele e o irmão João Vitor. “São as roupas que eles vão ser enterrados. Nem deu tempo de usar em vida”, contou uma das tias dos meninos com lágrima nos olhos.
 
Triste coincidência
Uma das vítimas do acidente, Ana Lívia de Oliveira Carvalho, fez aniversário no dia da tragédia que matou seus irmãos. “Graças a Deus, a Ana Lívia está bem”, disse a tia Luana. A garota está internada na Santa Casa de Franca, com fratura no braço esquerdo e traumatismo de pélvis. Ela não corre risco de morte. 

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